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Mulheres vão bem, mas homens decepcionam no Grand Slam de Moscou

Demétrio Vecchioli

22 de julho de 2013 | 01h54

Maria Suelen tenta fugir da pegada da rival em Moscou

Maria Suelen tenta fugir da pegada da rival em Moscou

O Mundial do Rio, no fim de agosto, vai estrear uma novidade no judô: cada país pode levar nove atletas por naipe, sendo um em cada categoria e dois “extras”. No Brasil, essas vagas são disputadas por todos aqueles que não são o melhor brasileiro no ranking de cada categoria.

No masculino, um dos nomes virá do peso pesado, no qual temos três top10 (Walter Santos é o favorito). O outro deverá ser Charles Chibana. Em ótima fase depois de cinco pódios em torneios de menor expressão, ele aproveitou a ausência dos melhores judocas do mundo no Grand Slam de Moscou para ficar com o título da categoria até 66kg. Luiz Revite, que é o titular da categoria, terminou com o bronze.

No total o Brasil teve 10 medalhas, sendo três de ouro, quatro de prata e três de bronze. Mas o desempenho pode ser considerado decepcionante porque os brasileiros eram favoritos em praticamente todas as categorias.

Caso de Victor Penalber, por exemplo, que lidera o ranking mundial e terminou sem medalhas, derrotado por um alemão que é o 50º do mundo e um russo que aparece em 19º. Na principal categoria brasileira, a peso pesado, Rafael Silva também foi mal, fora do pódio. Perdeu para um georgiano (37º) e um tunisiano (sétimo). David Moura foi derrotado logo na estreia, para o alemão (41º) que viria a ser campeão.

Com Felipe Kitadai foi diferente. Ele enfrentou na final o georgiano Papinashvili, vice-líder do ranking mundial, e terminou com a prata.

No feminino o desempenho foi melhor, bem melhor. Sarah Menezes e Maria Suelen Altheman venceram três lutas para serem campeãs (a pesado ganhou com três ippons). Já Mayra Aguiar ficou com prata, numa derrota normal, para a segunda do ranking mundial, a húngara Abigel Joo.

O Grand Slam de Moscou foi a última competição antes do Mundial. Depois dele o ranking não vai mais mudar. Se for dar um chute, aposto em Walter Santos e Charles Chibana, Ketleyn Quadros e Gabriela Chibana (ou Nathalia Brígida) completando a equipe. Rochele Nunes ficaria de fora.

Abaixo, todos os demais resultados:

Até 60kg – Depois de uma sequência de pódios que o alçou ao 29º lugar do ranking mundial, Eric Takabatake encarou sua primeira competição fora das Américas e perdeu na primeira luta, para um holandês (39º).

Até 66kg – Titular da seleção, no 13º lugar do ranking mundial, Luiz Revite perdeu o confronto direto para Charles Chibana nas quartas de final. Depois, acabou com o bronze.

Até 73kg – Foi a pior categoria do Brasil em Moscou, reflexo do atual momento dela no País. Bruno Mendonça, nono do mundo, perdeu de um russo. Marcelo Contini até ganhou uma luta, mas caiu na sequência para um georgiano (16º).

Até 81kg – Ainda fora do top50 do mundo, Mauro Moura teve a chance de competir em Moscou, mas perdeu logo na estreia. Ele vinha de bronzes em Miami e San Salvador.

Até 90kg – Machucado, Tiago Camilo não lutou. Eduardo Santos (34º) representou o Brasil e perdeu na segunda luta, para um georgiano.

Até 100kg – Agora segundo brasileiro do ranking (20º), Luciano Correa foi melhor que Renan Nunes (nono) para ficar com o bronze, perdendo apenas para o usbeque que aparece em 10º. Renan foi derrotado na estreia, por um alemão.

Até 52kg – Hoje sétima do ranking (já foi terceira), Érika Miranda voltou a ter um bom resultado com a prata em Moscou. Perdeu para um finlandesa (nona). Eleudis Valemtim (22ª) caiu diante de uma holandesa.

Até 57kg – Rafaela Silva (quinta) e Ketleyn Quadros (13ª) fizeram semifinal, com vantagem para Ketleyn, que acabou com a prata. Rafaela ficou com o bronze. O resultado aumenta as chances de Ketleyn ser um das duas escolhidas para as duas vagas extras no Mundial.

Até 63kg – É a maior deficiência do Brasil no momento. Mariana Silva (49ª) foi até a semifinal, mas ficou sem medalha. Provável representante do Brasil no Mundial, Katherine Campos (19ª) perdeu de uma russa na estreia.

Até 70kg – Depois de ser eleita a melhor atleta do Mundial Militar, Maria Portela (oitava) decepcionou e perdeu de uma japonesa logo na estreia. Bárbara Timo até ganhou uma luta, mas não chegou a disputar medalhas.

+78kg – Destaque da campanha brasileira na Universíade e na disputa por uma convocação para o Mundial, Rochele Nunes (24ª) perdeu na estreia para uma japonesa. Ainda foi à repescagem, mas acabou sem medalhas.

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