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Natação em Perth: Três medalhas e muitas últimas colocações

Demétrio Vecchioli

03 de fevereiro de 2014 | 11h59

Precisa ser muito complacente para comemorar que o Brasil tenha ganhado três medalhas no chamado BHP Billiton Aquatic Super Series, torneio amistoso, realizado na Austrália, com as presenças das seleções de China, África do Sul e Japão, além de brasileiros e dos donos da casa. O Brasil passou vergonha em Perth, diante de quatro das equipes mais fortes do mundo (faltaram Hungria, França e Grã-Bretanha).

Medalhas, só três: ouro com Nicholas Santos, nos 50m borboleta, prata com João Gomes Júnior, nos 50m peito e bronze com Felipe Lima nos 100m peito. Ou seja: das medalhas, as duas “melhores” ainda vieram em provas não-olímpicas, que estão longe de ser prioridade a dois anos e meio do Rio/2016. E olha que a delegação tinha Thiago Pereira e Leonardo de Deus, também, por exemplo.

Mais do que a falta de pódios, preocupou a distância que a maioria dos brasileiros ficou da briga por medalha. Só nos 50m livre, com Graciele Hermann e Alan Vitória, o Brasil se aproximou dos melhores. Ainda foram quatro quintos lugares. De resto, fez um desnecessário papel de coadjuvante. Se é começo de temporada e não se buscava resultados, por que participar?  O País quer se colocar entre os melhores do mundo, mas para isso tem que fazer por merecer.

Em cada prova poderiam ser inscritos até dois atletas de cada país. Como a piscina era de 10 raias, ficava cheia em boa parte das provas. Em 16 vezes, fez o último colocado. Em 10, o penúltimo. Nos 100m peito feminino, resultado inexplicável, com Bruna Rocha terminando mais de 6 segundos atrás da penúltima colocada. Nos 400m, Carolina Bilich ficou a 13s da atleta logo à frente dela. São jovens, mas são o que o Brasil tem de melhor. O problema não são elas. É dependermos delas.

Nenhum brasileiro sequer se aproximou do tempo de balizamento para a competição. Nesse sentido, o melhor foi o jovem Brandonn Almeida, do Corinthians, nos 400m medley. E. nos revezamentos, nossos se revezaram entre a última e penúltima colocações.

FEMININO:

Natalia de Luccas (8ª 50m costas, 9ª nos 200m costas, 8ª nos 100m costas)

Nathalia Almeida (10ª 50m costas, 9ª nos 200m livre, 10ª nos 200m costas)

Larissa Oliveira (7ª 100m livre, 7ª nos 200m livre, 5ª nos 50m livre)

Graciele Hermann (9ª 100m livre, 4ª nos 50m livre)

Bruna Rocha (9ª 100m peito, 7ª no 50m borboleta, 8ª nos 100m borboleta, 9ª nos 50m peito)

Manuela Lyrio (7ª 200m borboleta, 8ª nos 200m livre)

Carolina Bilich (8ª 400m livre, 5ª [de cinco] nos 800m livre)

Daniele Paioli (6ª nos 100m borboleta)

MASCULINO:

Thiago Pereira (10º nos 50m costas, 7º nos 200m medley)

Guilherme Guido (7º nos 50m costas, 9º nos 100m costas)

Nicolas Oliveira (5º nos 100m livre, 7º nos 200m livre)

Nicholas Santos (OURO nos 50m borboleta, 6º nos 100m livre)

Matheus Santana (9º nos 100m livre)

Felipe Lima (BRONZE nos 100m peito, 5º nos 50m peito)

João Gomes Júnior (8º nos 10m peito, PRATA nos 50m peito)

Leonardo de Deus (5º nos 200m borboleta, 9º nos 200m costas, 8º nos 400m medley)

Luiz Altamir (10º nos 200m borboleta, 10º nos 200m livre)

Marcos Oliveira (9º nos 400m livre, 6º nos 100m borboleta, 5º [de cinco] nos 800m livre)

Brandonn Almeida (10º nos 400m livre, 10º nos 200m medley, 6º nos 400m medley)

Tales Cerdeira (7º nos 200m peito)

Henrique Barbosa (9º nos 200m peito)

Alan Vitória (4º nos 50m livre)

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