Olimpílulas da Semana – Aos 18, Calderano vence lenda do tênis de mesa
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Olimpílulas da Semana – Aos 18, Calderano vence lenda do tênis de mesa

Demétrio Vecchioli

20 de outubro de 2014 | 12h12

Bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude no tênis de mesa, Hugo Calderano provou, neste domingo, que pode jogar praticamente contra qualquer adversário. Afinal, venceu por 3 sets a 0 (11/8, 11/9 e 11/9) um dos principais jogadores da atualidade, o alemão Timo Boll, hoje nono colocado do ranking, mas antigo melhor do mundo. Numa grossa comparação com o tênis, ele venceu um Andy Murray da vida.

A partida aconteceu pela Liga Alemã, onde o brasileiro de 18 anos joga pelo Ochsenhausen. Novato (estrou na semana passada), Calderano foi escalado para jogar contra o melhor atleta do Borussia Dusseldorf e não amarelou. “Soube ontem (sábado) do treinador que eu provavelmente enfrentaria o Timo Boll. Então me preparei para levar a partida como um jogo normal. Quando cheguei à mesa, estava feliz só de poder enfrentar um jogador tão bom quanto ele”, afirmou Calderano, 65.º colocado do ranking mundial.

Para o tênis de mesa masculino a semana foi boa. Afinal, Gustavo Tsuboi, também pela Liga Alemã, venceu dois atletas melhores ranqueados do que ele: o romeno Adrian Crisan (28.º do ranking mundial) e o alemão Bastian Steger (18.º). Cazuo Matsumoto joga a Copa do Mundo no próximo fim de semana.

No feminino, Caroline Kumahara, número 116 do ranking, ficou na fase de grupos da Copa do Mundo, perdendo seus dois jogos, para a alemã Jiaduo Wu (chinesa naturalizada, 29.ª do mundo) e Huajun Jiang, de Hong Kong (33.ª). Pela liga chinesa, o time brasileiro, que defendeu o clube Luneng Shandong, conseguiu uma vitória e cinco derrotas. Lin Gui (156.ª), Jéssica Yamada (212.ª) e Lígia Silva (176.ª) compuseram a equipe.

BOXE – Everton Lopes e Robenilson de Jesus estão entre os principais boxeadores de suas categorias e comprovaram isso faturando o ouro no Tammer Tournament, em Helsinque (Finlândia), neste domingo. Mesmo lutando em uma categoria acima da que está acostumado (até 60kg, a mesma de Robson Conceição), Robenilson garantiu o título depois de vencer quatro combates. Na final, superou o escocês Mark McKeown.

Já Everton, que é segundo colocado do ranking mundial da categoria até 64kg, fez duas lutas, apenas, para ficar com o título. Myke Carvalho (até 75kg), Michel Borges (até 81kg) e Juan Nogueira (até 91kg) perderam nas quartas de final. Dos três, o que pode render mais é Michel Borges, titular da seleção na categoria.

JUDÔ – Apenas duas medalhas para o Brasil no Grand Prix de Tashkent, no Usbequistão. Eleudis Valentim, que já havia faturado bronze em Astana (Casaquistão) no fim de semana anterior, voltou a ficar no terceiro lugar. Assim, se mostra uma reserva confiável para Erika Miranda, que dificilmente não irá à Olimpíada. Maria Portela também ganhou bronze, o terceiro dela em quatro Grand Prix desde julho. Não dá para reclamar, mas ainda é pouco para a categoria feminina mais carente do País. Tanto é que, no 23.º do ranking mundial, ela sequer se garante na seleção em 2014 sem precisar passar por seletiva. Mesma situação na até 63kg, com Mariana Silva no 19.º lugar, agora à frente de Mariana Barros.

No masculino, Diego Santos e Allan Kubawara (60kg) perderam na estreia. Diego, assim, também perdeu a chance de se garantir na seleção ano que vem (o critério é ser top22 no masculino e top14 no feminino). Leandro Guilheiro fez sua segunda competição após mais de dois anos parado e voltou a perder na estreia.

GINÁSTICA RÍTMICA – Numericamente, o oitavo lugar de Angélica Kvieczynski na etapa de Berlim (Alemanha) do Grand Prix não significa nada, uma vez que eram apenas 12 competidoras. Mas o resultado da brasileira ajuda a medir seu nível. Afinal, Angélica, por erro de inscrição da CBG, só se apresentou em dois aparelhos no Mundial. Em Berlim, na soma dos quatro aparelhos, a brasileira somou  63.400 pontos.

Com as mesmas notas no Mundial, em que é permitido um descarte, ela teria sido a 22.ª colocada, com 48.300 pontos. O melhor desempenho do Brasil naquela competição foi o 53.ª lugar de Andressa Jardim, com 43.399 pontos. O País nunca fez finais em Mundiais. Chance perdida.

ATLETISMO – O domingo não foi bom para os maratonistas brasileiros. Franck Caldeira e Marilson Gomes dos Santos não completaram em Amsterdã, enquanto Solonei Rocha da Silva até fez índice, mas que não vale de nada, completando na décima colocação. Afinal, com 2h17s23s (37s abaixo), ele fica muito longe de atingir o critério de ser um dos 30 melhores do ranking mundial, contando um limite de três atletas por país. Não vai aparecer nem entre os 500 melhores no geral, aliás. Em São Paulo, prova dominada por quenianos, sem índices para o Brasil.

Agora, Marilson, Franck e Solonei vão ter que correr uma maratona no início do ano que vem para tentar fazer índice para o Mundial de Pequim (China). A situação é mais complicada para Marilson, que já está com 36 anos e tem dificuldades para fazer duas maratonas em curto espaço de tempo.

VELA – Número seis do ranking mundial da Laser, Bruno Fontes foi o sétimo colocado de uma acirrada etapa de Qingdao (China) da Copa do Mundo de Vela. Afinal, dos quatro primeiros do ranking mundial, só Robert Scheidt não foi à China. Bruno, assim, segue somando posições intermediárias. Desde o começo do ano passado, ficou entre o quinto e o 12.º lugar em 12 das 13 regatas internacionais que disputou. Ganhou medalha só em Sul-Americano e Pan-Americano.

De forma geral, a etapa de Qingdao foi esvaziada, com apenas seis classes disputando regatas. Na RS:X Feminina, por exemplo, só uma russa entre mais de 30 chinesas, algo parecido com o cenário da RS:X Masculina. Na 470 Masculina, Henrique Haddad, o Gigante, com Bruno Bethelem, foi o sétimo. Olhando por outro lado, foi o antepenúltimo excluindo-se os barcos chineses. No ranking divulgado nesta segunda-feira, eles estão no 21.º lugar.

MARATONAS AQUÁTICAS – Essa você já viu aqui no blog. O Brasil faturou os títulos do Circuito Mundial no masculino e no feminino. Allan do Carmo ganhou pela primeira vez para o País, mas foi favorecido pelo regulamento, que não permite descartes. Ana Marcela faturou o tri, mas só venceu Poliana Okimoto em duas das cinco provas que a atleta da Unisanta disputou. Em Hong Kong, ganhou um bronze polêmico, na batida de mão.

VÔLEI DE PRAIA – A CBV informou errado e Pedro Solberg não jogou com Evandro (seu novo parceiro) em Campinas. Ele fez uma última competição com Álvaro Filho e os dois ganharam a terceira etapa do Circuito Brasileiro antes de se separarem. Na final, vitória sobre os veteranos Bruno e Hevaldo, que surpreenderam Alison/Bruno na semifinal. Emanuel/Ricardo terminou em quarto. Guto/Alison, dupla campeã mundial sub-23 no ano passado, foi até as quartas de final.

Entre as mulheres, o de sempre. Talita/Larissa faturou o sexto título seguido, chegando a 37 jogos de invencibilidade. Prata para Ágatha/Bárbara e bronze para Juliana/Maria Elisa. A única zebra foi Fê Berti/Taiana eliminando Maria Clara/Carol nas quartas. Nesta fase, aliás, Larissa jogou contra a esposa Lili (com Rebecca) e venceu por fáceis 2 a 0.

HIPISMO – São Paulo recebeu, neste domingo, a principal prova do calendário brasileiro no hipismo saltos. Artemus de Almeida venceu, no lombo de Zarisma, o GP São Paulo Indoor, quinta etapa do Brasileiro. Doda competiu com dois cavalos emprestados e fez o quinto lugar.

ESGRIMA – A temporada 2014/2015 do Circuito Mundial de Esgrima começou para os brasileiros. Em Cancún (México), Ana Beatriz Bulcão garantiu um ponto no ranking mundial com o sétimo lugar no florete em um evento satélite. Depois, na Copa do Mundo, ainda em Cancún, Gabriela Cecchini foi a melhor do País. Avançou ao quadro 64 e somou dois pontos – os dois primeiros dela obtidos em Copa do Mundo. Bia Bulcão, Fernanda Mansur e Mariana Dafner ficaram entre as últimas na poule.

REMO – Conforme previsto, o Botafogo faturou o bicampeonato do Carioca de Remo, faturando a chamada tríplice coroa (Brasileiro, Carioca, Brasileiro Júnior) pela segunda vez seguida. Na última etapa da competição (que soma pontos desde o infantil até o adulto), vitória do Flamengo. O bi foi o primeiro do Botafogo num dos eventos mais antigos do calendário esportivo brasileiro.

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