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Olimpílulas da Semana – Judô tem resultado fraco no Casaquistão

Demétrio Vecchioli

13 de outubro de 2014 | 22h21

O Brasil foi mal no Grand Prix de Astana (Casaquistão) de Judô. Com seus reservas, faturou apenas duas medalhas diante de adversários medianos. A boa notícia foi o pódio de Nathália Brígida (48kg), que não tinha um resultado expressivo há um ano e precisa mostrar ser uma reserva confiável para Sarah Menezes. Situação diferente de Eleudis Valentim (52kg), que faturou bronze e garantiu o quarto pódio seguido. Sempre que chamada, ela correspondeu.

A análise não vale para Nádia Merli (70kg), que foi a seis torneios no ano e não subiu ao pódio nenhuma vez. Maria Portela (70kg) vinha de bronzes em dois Grand Prix e desta vez ficou na repescagem. A categoria segue sem titular. Katherine Campos (63kg) perdeu na estreia e confirmou a temporada ruim (é 33.ª do mundo). Mais regular está Mariana Silva, da mesma categoria, que acabou em sétimo em Astana e ocupa o 19.º lugar do ranking. Mesmo assim, bom não tá.

No masculino, Leandro Guilheiro voltou após mais de dois anos afastado por lesão. Venceu na estreia e perdeu na segunda luta. Allan Kuwabara (60kg) disputou um Grand Prix pela primeira vez (vinha de três pódios em Pan-American Opens) e perdeu na estreia. Já Phelipe Pelim (60kg) foi testado pela segunda vez em quatro anos. Também ficou na primeira luta.

MARATONAS AQUÁTICAS – A etapa chinesa do Circuito Mundial de Maratonas Aquáticas mostrou quão bem está a modalidade no Brasil. Disparada a melhor da temporada, Ana Marcela Cunha impôs a segunda vitória seguida sobre Poliana Okimoto, que volta de lesão (a primeira vitória de Ana Marcela foi antes de Poliana parar). Ouro e prata pra elas, como tem sido de praxe. No masculino, Allan do Carmo superou o alemão Thomas Lurz para vencer pela segunda etapa seguida, garantindo o título geral. Diogo Villarinho ainda ficou com o bronze. Na semana que vem, o Circuito tem sua última etapa, em Hong Kong.

VÔLEI DE PRAIA – Juliana e Maria Elisa não vão passar pelo constrangimento de conquistar o título do Circuito Mundial sem terem vencido nenhuma etapa. No domingo, elas faturaram o título do Open de Xiamen (China), que contou com apenas uma dupla relevante: Wang/Yue, da China, vencida na final. O título está garantido porque Ágatha e Bárbara Seixas não parecem dispostas a brigar por ele. Faltam três Opens e um Challenger para o fim de temporada, com 1.820 pontos em jogo. Juliana/Maria Elisa abriu pouco mais de 1.000, sendo 500 apenas com o título na China.

POLO AQUÁTICO – Depois de uma década servindo à Espanha, Felipe Perrone voltou à seleção brasileira (isso pode nas regras da Fina). E, de cara, foi o melhor jogador do Sul-Americano de Polo Aquático, jogado na Argentina. Na campanha, goleadas históricas sobre Peru (33 x 1), Uruguai (30 x 1) e Colômbia (26 x 4). Na semifinal, tranquilos 13 x 2 sobre a Venezuela. Na decisão, o único jogo que valia: diante da Argentina, um confortável 14 x 6. O time contou também com o italiano Paulo Salemi e o espanhol Adrian Delgado. Perrone já é o capitão.

Se no masculino a Argentina vinha de um bicampeonato (numa das edições o Brasil jogou com time B), no feminino a seleção brasileira confirmou seu enorme favoritismo fazendo 11 x 1 na Venezuela na final. A campanha começou com uma vitória apertada sobre a Argentina (12 x 7), mas depois seguiu tranquila, com atropelos sobre Chile (37 x 2), Uruguai (51 x 1), Venezuela (14 x 8) e Chile novamente (31 x 1).  Marina Zablith foi a capitã e melhor jogadora do time, que não contou com Isabela Chiappini, principal revelação do País. Seu pai, Roberto, é assistente do canadense Pat Oaten, técnico da equipe.

NADO SINCRONIZADO – O Sul-Americano também foi perfeito para o Brasil no nado sincronizado. Afinal, as brasileiras ganharam as quatro provas disputadas (só duas delas olímpicas). Aos 16, Maria Clara Lobo foi ouro no solo, equipes e combo e foi eleita a melhor atleta da competição. No dueto, o Brasil teve Maria Eduarda Miccuci e Luisa Borges.

HIPISMO – Com a mesma equipe que ficou em quinto no Mundial, o Brasil foi apenas o oitavo colocado na final da Copa das Nações, em Barcelona. Desta vez só Pedro Veniss foi bem, perdendo apenas um ponto na última pista por equipes. Marlon perdeu quatro, Doda oito e Rodrigo Pessoa 13. De qualquer forma, houve, claro, o mérito de classificar a equipe para a final, vencida pela Holanda (também campeã mundial). Agora é juntar os cacos, uma vez que Marlon deve ficar sem cavalo (o seu vai para a esposa de Doda).

CICLISMO – Raiza Goulão venceu a etapa da linda São Roque da Copa Internacional de MTB e vai ampliar sua folga sobre Isabella Lacerda como melhor brasileira do ranking mundial (34.ª). Num circuito técnico, Raiza colocou dois minutos sobre a vice-campeã Erika Gramiscelli. A argentina Noelia Rodriguez se colocou entre as brasileiras, seguida de Isabella Lacerda (que se poupou para garantir o título geral da Copa) e Roberta Stopa.

No masculino, Rubens Valeriano voltou a vencer após dois anos e mostrou que tem fôlego para 2016. Ele deixou para trás Henrique Avancini (campeão geral da Copa), Frederico Mariani, Sherman Trezza e  o argentino Dario Gasco. Avancini é o 19.º do mundo, com ampla folga sobre Rubinho (79.º).

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