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Olimpílulas da semana – Rúgbi sevens dá passo atrás e fica fora da World Series

Derrota do Brasil para a China no rúgbi sevens acabou marcando negativamente a semana de resultados

Demétrio Vecchioli

15 Setembro 2014 | 08h00

Como toda segunda-feira, o Olimpílulas faz um resumo do que de mais importante aconteceu em termos de competição na semana dos esportes olímpicos. Ainda estão rolando os Mundiais de Vela e Tiro Esportivo, que resumo quando terminarem. 

RÚGBI SEVENS – Os últimos dias foram de resultados importantes para o esporte olímpico brasileiro no tiro com arco, tiro esportivo e luta (falo dos dois Mundiais separadamente), mas foi também de um passo atrás no rúgbi sevens. Depois de chegar a conquistar vitórias – e até boas derrotas – nesta temporada contra rivais importantes, a seleção brasileira feminina não conseguiu vaga para jogar a World Series 2014/2015. Perdeu da China na seletiva, ficou em sexto (só quatro garantiam classificação) e agora só vai jogar o circuito mundial da modalidade quando receber convite.

O resultado é péssimo porque o Brasil perde a chance de seguir evoluindo jogando contra rivais de alto nível, fazendo parte da elite mundial. Agora, vai depender de convites (só é certo jogar a etapa de Barueri) para não passar a temporada sem jogar contra as melhores do mundo. Isso a um ano da Olimpíada.

TÊNIS DE MESA – Tradicionalmente ótima chance de os brasileiros pontuarem no ranking mundial, o Aberto do Brasil, realizado em Santos (SP), viu dois atletas do País chegarem ao pódio: Gustavo Tsuboi (prata) e Thiago Monteiro (bronze). O resto do pódio foi todo formado por chineses, que vieram a Santos com um time jovem – mas ainda assim de chineses. Hugo Calderano e Cazuo Matsumoto ficaram nas oitavas, perdendo para chineses. Nas chaves feminina e sub-21, só chineses e japoneses foram até a semifinal.

Calderano defendia pontos do título do ano passado e, por isso, deve cair no ranking mundial (57.º). Gustavo repetiu a prata e deve se manter na lista (39.º), com Thiago Monteiro subindo do 157.º lugar. No feminino, Caroline Kumahara (115.ª) é a melhor do Brasil.

SALTOS ORNAMENTAIS – A modalidade sofre no Brasil por conta de um hiato entre a geração de Hugo Parisi, Cesar Castro e Juliana Veloso (todos vão para a quarta Olimpíada) e a de garotos que ainda disputam as categorias de base. A renovação, que demorou, agora vem. No Mundial Júnior, realizado na Rússia, foram dois resultados muito interessantes: Ingrid Oliveira foi sétima na plataforma (16 a 18 anos) e Isaac Filho o quarto no trampolim de um metro, prova não olímpica, no grupo de 14 a 15 anos.

Os dois são atletas que conseguem saltar tanto no trampolim (3m) quanto na plataforma (10m). Ingrid ainda foi 16.ª no trampolim e Isaac o 11.º na plataforma. Andressa Mendes, Thamires Tavares, Luana Lira e Pietro Toscani também foram ao Mundial, mas voltaram sem bons resultados individuais.

JUDÔ –  A equipe reserva foi dividida em duas. Uma parte foi para o México, onde está acontecendo o Festival Pan-Americano. Lá, contra rivais de países sem expressão no judô, mais Cuba e Colômbia, destaque para os ouros de Renan Nuntes (100kg), Eduardo Bettoni (90kg), Eleudis Valentim (52kg) e Eric Takatabake (60kg), atletas com potencial real de serem olímpicos um dia. Eduardo Barbosa (73kg) também foi campeão. Ainda foram ao pódio Gabriela Chibana (48kg), Manoella Costa, Erika Ferreira (57kg) e Claudirene Cezar (+78kg), com bronze; Walter Santos (+100kg), Marcelo Fuzita (66kg), Samanta Soares (78kg) e Vinicius Panini (81kg) com prata.

Em Zagreb (Croácia), o Grand Prix era válido para o Circuito Mundial e os adversários um pouco mais difíceis. Mas esperava-se mais da delegação brasileira, que faturou só quatro de bronze, com Diego Santos (60kg), Raquel Silva (52kg), Maria Portela (70kg) e Rochele Nunes (+78kg). A delegação tinha outros nomes relevantes, como Nadia Merli (70kg), Katherine Campos (63kg) e Leandro Cunha (73kg). O Coxinha ainda ganhou uma luta. Os demais, nem isso.

ATLETISMO – O Brasil participou com quatro atletas da Copa Continental, que fechou, no Marrocos, a temporada internacional, e não teve sucesso. No salto com vara, Fabiana Murer não marcou, enquanto Augusto Dutra até conquistou o quarto lugar, mas com apenas 5,40m. Carlos Antônio dos Santos foi o último nos 3.000m e Jonathan Henrique Silva o penúltimo de oito no salto triplo. Até o fim do ano, ainda tem GP Brasil e Sul-Americano Sub-23.

BOXE – Oitavo colocado do ranking mundial, Robenilson de Jesus voltou a mostrar que é esperança real de medalha para 2016. Nesta semana, na Rússia, ficou com o ouro no importante Magomed-Salam Umakhanov Memorial, ganhando a final dos galos (56kg) para um atleta da casa. Roberto Custódio (69kg) e Myke Carvalho (75kg) ganharam bronze. Everton Lopes e Robson Conceição, os dois principais nomes do boxe olímpico brasileiro, não foram à Rússia.

NATAÇÃO – Eu, pessoalmente, não consigo levar a sério o “Raia Rápida”, evento da Globo para levar natação à TV aberta. Mas a edição deste ano teve um bom resultado em especial: os 22s97 de Nicholas Santos nos 50m borboleta, terceiro tempo do mundo na temporada em piscina longa (já encerrada). Felipe França venceu o campeão mundial Cameron Van der Burgh nos 50m peito, com 27s21. Foi o melhor dele em 2014, sétimo do ranking mundial. Nos 100m peito, que é o que importa, ele é décimo.