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Poliana e Ana Marcela colocam o Brasil no pódio nos 5km

Demétrio Vecchioli

21 de julho de 2013 | 14h56

Poliana (esquerda) e Ana Marcela (direita) colocam Brasil no pódio na primeira prova do Mundial

Poliana (esquerda) e Ana Marcela (direita) colocam Brasil no pódio na primeira prova do Mundial

Se na natação ou no atletismo existem atletas especialistas em distâncias diferentes, na maratona aquática os melhores atletas têm resistência para encarar nas mesmas condições provas de 5km, 10km, 15km ou 25km. Foi isso que se viu no primeiro dia do Mundial de Desportos Aquáticos, neste sábado, em Barcelona, quando Poliana Okimoto (prata) e Ana Marcela Cunha (bronze) subiram ao pódio da prova de 5km.

Essa “adaptação” se dá por diversos fatores. O mais importante deles é que só a prova de 10km é olímpica. Assim, os melhores atletas se especializam nessa distância, que também está no Circuito Mundial de Fina. Mas não abrem mão de nadar provas de 5km porque muitas competições internacionais são nessa distância.

Soma-se a isso fato de a maratona aquática ser um esporte novo dentro do programa olímpico. Ainda em fase de desenvolvimento, não consegue ter competições (e premiações) que justifiquem um atleta se especializar na prova de 5km em detrimento à de 10km. Na piscina é mais fácil, uma vez que provas de 50m peito/costas/borboleta estão em todas as competições (menos Olimpíada).

Dentro deste cenário se explica as conquistas de Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha, que só cruzaram os 5km em Barcelona atrás de Haley Anderson (EUA), medalhista de prata nos Jogos de Londres. Poliana bateu a 0s2 atrás, enquanto Ana Marcela liderou o segundo pelotão, cruzando 10s depois.

A conquista ganha em expressão quando se observa que, das 10 primeiras, só duas não estão inscritas na prova de 10km, que vai acontecer na terça-feira: a própria Anderson, que terminou apenas em oitavo a seletiva norte-americana, e a alemã Harle, que ficou em quinto em Barcelona. Essas tinham que dar tudo agora para tentar voltar com uma medalha para casa. As demais, entre elas Poliana e Ana Marcela, têm que guardar fôlego para os 10km.

A baiana, aliás, ainda vai competir nos 25km, prova em que defende o título mundial. Poliana deve nadar quinta, na prova de 5km por equipes (dois homens, uma mulher).

MASCULINO – Entre os homens, Samuel de Bona era o franco atirador e cumpriu muito bem o seu papel. Sem vaga nos 10km, o gaúcho deu tudo nos 5km e se saiu bem, com o sexto lugar, melhor classificação histórica do Brasil em provas masculinas de Mundiais na maratona aquática.

Tal qual no feminino, só dois dos 10 primeiros colocados nos 5km não estão inscritos para os 10km: Samuel e o sul-africano que terminou em quinto. O campeão foi o tunisiano Oussama Mellouli. Completaram o pódio Eric Hedlin (Canadá) e Thomas Peter Lurz (Alemanha). Luis Rogério Arapiraca, que também não estará nos 10km, segunda, foi o 30º numa prova com 54 atletas.

O Blog do Coach explica direitinho como o Samuel chegou a este nível, como agiu durante a prova, e conta que a felicidade do gaúcho foi enorme com o sexto lugar. Não é pódio, mas é a prova de que ele pode nadar contra os melhores do mundo.

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