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Por Top 10, Brasil precisa de pelo menos duas medalhas ‘inesperadas’

Demétrio Vecchioli

19 Agosto 2016 | 00h20

Depois de ganhar apenas três medalhas inesperadas nos primeiros 13 dias dos Jogos Olímpicos do Rio (Arthur Nory, Felipe Wu e Thiago Braz), o Brasil precisa faturar pelo menos outras duas nos últimos três dias da Olimpíada para continuar sonhando com o Top 10 de medalhas, meta estabelecida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Além disso, não pode deixar de ganhar onde é favorito.

Os donos da casa fecham o dia nesta quinta-feira com 15 medalhas no quatro. Uma outra já está garantida porque o time masculino de futebol está na final e, na pior das hipóteses, fica com a prata. São 16, portanto. O vôlei masculino e a dupla Isaquais Queiroz/Erlon de Souza, no C2 1.000m, devem levar essa conta a 18. O futebol feminino pode garantir a 19.ª.

A partir daí, o que vier é surpresa. Não que não existam chances. Erica Sena é uma das candidatas ao pódio na marcha atlética 20km, da mesma forma que Yane Marques defende o bronze conquistado em Londres-2012 no pentatlo moderno. Maicon Siqueira ainda compete no tae kwon do, Pâmela Oliveira no triatlo, três brasileiros correm a maratona masculina e o time do 4x100m está na final olímpica do atletismo.

A briga do Brasil pelo 10.º lugar, já há alguns dias, é contra Holanda (16 medalhas), Coreia do Sul (18) e Canadá (18). Os holandeses estão em uma semifinal do boxe e na decisão do hóquei feminino e também vão chegar a 18 medalhas, no mínimo. Além disso, disputam o bronze no handebol feminino.

Só que, da mesma forma que o Brasil, os rivais também são favoritos em algumas provas. A Holanda tem atletas fortes no BMX tanto no masculino quanto no feminino, enquanto o Canadá, liderado por Andre de Grasse, faz final as duas finais do 4x100m. A Coreia do Sul é a principal potência do tae kwon do, que ainda tem quatro categorias a se disputar – ganhou três nas quatro primeiras.

O fiel da balança nessa disputa pode ser a prova individual de saltos, no hipismo. São três canadenses, três holandeses e três brasileiros na final, nesta sexta-feira, e um canadense e um holandês chegam como favoritos. Subir ao pódio vale em dobro, porque pode significar uma medalha a menos para um rival no Top 10.