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Prata no Mundial, Ricardo bate recordes e mostra que tem fôlego para mais um ciclo

Demétrio Vecchioli

07 de julho de 2013 | 22h01

Craque, Ricardo chegou à quarta medalha em Mundiais

Craque, Ricardo chegou à quarta medalha em Mundiais

Ricardo poderia ser o maior jogador de vôlei de praia de todos os tempos, não existisse Emanuel no mundo. Aos 38 anos, o baiano radicado na Paraíba chegou, neste domingo, à sua quarta medalha em Campeonatos Mundiais. Em Stare Jab?onki, ele subiu ao pódio para receber a prata ao lado do seu novo parceiro Álvaro Filho, o Alvinho. A quarta medalha veio com o quarto parceiro diferente. Méritos da CBV, que escalou o garoto de 22 anos para formar dupla com o veterano depois de Pedro Cunha resolveu se deixar as quadras de areia.

Ricardo se mantém no topo indiferente do parceiro. É craque. Já no seu primeiro Mundial, em 2001 – 12 ANOS atrás, portanto – foi prata, com Loiola. Desde então jogou a competição outras sete vezes – só não é o recordista porque Emanuel foi a todos os nove torneios. Juntos, aliás, eles jogaram quatro Mundiais, sendo campeões em 2003 e quartos colocados em 2007. Em 2011, Ricardo voltou ao pódio com a prata ao lado de Márcio – perdeu para Alison/Emanuel. Agora, chegou à terceira prata da carreira, derrotado pelos surpreendentes holandeses Brouwer e Meeuwsen.

E estamos falando, aqui, apenas de Mundiais. Ricardo tem três medalhas olímpicas: prata com Zé Marco em 2000, ouro com Emanuel em 2004, e bronze, também com Emanuel, em 2008.

Esse texto, porém, poderia ter sido sobre Emanuel. Aos 39, ele chegou até a semifinal na Polônia. Com Alison (jogador muito parecido com Ricardo, aliás), perdeu para seu ex-parceiro em dois sets (21/14 e 22/20). Na disputa pelo bronze, cansados, Alison e Emanuel perderam da dupla alemã e terminaram sem medalhas.

Tivesse vencido um desses dois jogos, seria Emanuel, e não Ricardo, o homem a mais vezes subir ao pódio em Mundiais. A diferença para Ricardo: todas são de ouro. Em 1999 com Loiola, 2003 com Ricardo e 2007 com Alison. “Detalhe”: além de Emanuel, ninguém é bicampeão mundial no vôlei de praia masculino, o que dirá tri.

Aos 38, apesar de depender mais da força atlética, Ricardo parece ainda ter fôlego mais mais um ciclo olímpico. Emanuel, aos 39, dá sinais de cansaço, superados nos momentos decisivos pelo seu enorme talento – ele e Alison venceram a Copa do Mundo este ano, sempre bom lembrar.

No feminino, a aposentadoria de Larissa e a briga chata entre Juliana e a CBV impediram novo recorde. Provavelmente ainda uma das melhores do mundo (fica difícil saber sem ela conseguir jogar), Juliana tem quatro medalhas, mesmo número de Larissa, Adriana Behar e Shelda. Walsh e May também têm quatro, sendo três de ouro. Diferente de Emanuel e Ricardo, Juliana só não vai aos Jogos do Rio se a CBV não quiser.

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