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Primeiro dia de Maria Lenk tem dois índices, decepções e jovens surpreendendo

Demétrio Vecchioli

23 de abril de 2013 | 00h19

Etiene toda feliz. Não é por menos: vai para o seu terceiro Mundial

Etiene toda feliz. Não é por menos: vai para o seu terceiro Mundial

O primeiro dia de Troféu Maria Lenk, no Rio, teve apenas dois índices para o Mundial de Barcelona, com Etiene Medeiros e Nicolas Oliveira. A decepção é porque eram esperadas marcas melhores nos 200m livre (João de Lucca não fez índice) e principalmente nos 100m costas, prova que tem se tornado forte no Brasil. Mas a segunda-feira foi mais de boas notícias do que de más, principalmente graças à ótima geração 1996. Seriam mais dois índices se as saídas dos revezamentos valessem como tomada de tempo.

200M LIVRE FEMININO – Vitória (vou ignorar resultados de gringos) de Jéssica Cavalheiro, 21 anos, do Sesi, com 2min00s69. É um bom tempo para os padrões brasileiros, mas passou a dois segundos do índice. Manuela Lyrio (2min01s25) veio em segundo. O mais importante da prova é que a final foi dominada por jovens. Carolina Bilich (1996), do Minas, fez índice para o Mundial Júnior de Dubai com 2min01s70, baixando um segundo e meio seu tempo de balizamento. Ficou em terceiro.

200M LIVRE MASCULINO – A prova que valia foi pela manhã, na eliminatória. Nicolas Oliveira (Minas) deu seu máximo e cravou 1min48s10, passando com folga de quase um segundo o índice. João de Lucca tinha uma única chance, porque não está inscrito por nenhum clube e não pode nadar final. Ele que diz que é um motor à diesel, que demora pegar no tranco, não se deu bem logo na primeira largada do campeonato.  Fez 1min49s32 e ficou a 0s40 de ir a Barcelona. Nova chance virá no Brasileiro Adulto, em Curitiba.

À tarde, outra prova. E quem se deu melhor foi Fernando Ernesto, do Corinthians, com 1min49s23, também batendo na trave por Barcelona. Destaque para o índice para o Mundial Júnior de Luiz Altamir, do Flamengo. 16 anos, apenas, e 1min50s71 no relógio. Diego Henrique Teodoro (Corinthians) e João Pedro Cervone (Paineiras) também fizeram índice para Dubai. Mas só dois podem ir (os que tiverem os melhores tempos após o Brasileiro Júnior).

100M COSTAS FEMININO – Etiene Medeiros (Sesi), também de apenas 21 anos, garantiu o índice para Barcelona logo na manhã, com 1min01s cravado, ficando 0s39 abaixo do necessário. Também pela manhã, Natalia de Luccas (Corinthians), mais uma da geração 1996, nadou para 1min02s47 e superou com enorme folga o índice para o Mundial Júnior. E foi só. Fabíola Molina, mesmo sem se aposentar oficialmente, não nadou.

100 COSTAS MASCULINO – A grande decepção. Guilherme Guido e Daniel Orzechowski (ambos do Pinheiros) tinham a esperança de fazer o índice de 54s43, mas não conseguiram. Daniel teve 54s64 pela manhã. Guido, 54s80 à tarde. A boa notícia foi o recorde pessoal do versátil Leonardo de Deus, com 54s98. Os três ainda podem tentar no Brasileiro, daqui a duas semanas, em Curitiba. A geração 1996 não passou em branco. Índices para Vitor Guaraldo (Pinheiros) e Gustavo Louzada (Grêmio Náutico União).

1500M LIVRE FEMININO – Prova não olímpica. Foi vencida por Poliana Okimoto, agora no Minas, que fez 16min32s85, ficando a menos de um segundo do recorde brasileiro, que vem desde 2001. Ana Marcela ficou em quarto. Destaque também para Bianca Avellã (mais uma 1996 do Corinthians), segunda com 16min53.

REVEZAMENTOS 4X50M – Vitórias do Pinheiros no masculino e do Minas no feminino (o Pinheiros, campeão há uma década, foi desclassificado). O mais importante: Marcelo Chierighini abriu a série com 22s05, tempo que o colocaria numa semifinal olímpica. Graciele Hermann abriu com 25s20 pelo GNU. Em Londres ela nadou para 25s44.

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