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Resultados do Grand Prix de Miami de Judô 2013

Demétrio Vecchioli

20 de junho de 2013 | 17h15

Pessanha perdeu de um russo, mas a prata já é um grande resultado

Pessanha perdeu de um russo, mas a prata já é um grande resultado

O judô brasileiro teve um bom desempenho no Grand Prix de Miami, que aconteceu semana passada. A CBJ aproveitou que o torneio não dá muitos pontos (e por isso não atrai os melhores) para dar chance a atletas das equipes C e D. E mesmo assim o Brasil voltou dos EUA, com oito medalhas, sendo três de prata.

Destaque exatamente para os que foram vice-campeões. Hugo Pessanha (100kg) porque voltava após um ano afastado por lesão, Eric Takabatake (60kg) e Nathalia Brígida (48kg) porque subiram ao pódio pela terceira vez seguida e parecem querer traçar o caminho de Victor Penalber, que foi mordendo pelas pontas e hoje é o melhor do mundo na categoria até 81kg.

Até para efeito de controle (pesquiso para escrever e acabo aprendendo), fiz uma análise detalhada da participação dos brasileiros. Quem tiver paciência pode ler abaixo.

MASCULINO – Depois de se recuperar de mais uma lesão séria (desta vez no joelho direito, que precisou ser operado), Hugo Pessanha (100kg) faturou a prata na sua volta aos tatames. Além dele, Rafael Buzacarini ficou com o bronze – não havia nenhum top30 do mundo em Miami na categoria. Hoje o Brasil tem Renan Nunes em nono, Luciano Correa em 18º, Rafael em 36º e Hugo ainda em 38º.

A outra medalha de prata masculina em Miami veio com Eric Takabatake (60kg), que disputou seu terceiro torneio no Circuito e subiu ao pódio, sempre em segundo, também no Pan e no Sul-Americano. Assim, é o 34º do mundo. Já Breno Alves perdeu para um atleta melhor ranqueado e terminou com o bronze. Ele é o terceiro melhor brasileiro, em 31º, atrás de Felipe Kitadai (terceiro) e Diego Santos (22º).

Na categoria até 66kg, Luiz Revite tinha condições de ser campeão, mas acabou com o bronze. Ele hoje é o 12º do mundo, à frente de Charles Chibana (28º) e Leandro Cunha (32º). Este último lutou em Miami e perdeu de um mongol. Ele não vence uma luta desde abril do ano passado. Nesse período, participou de cinco torneios, inclusive os Jogos Olímpicos.

Na té 77kg, Alex Pombo (71º do mundo e terceiro brasileiro) perdeu na primeira luta, assim como o estreante Bruno Balla. Numa categoria acima (81kg), Mauro Moura faturou bronze na primeira etapa dele no Circuito. Mas Felipe Costa, que defendeu o Brasil no Mundial por Equipes, parou logo na estreia. Hoje ele é o 40º do mundo. Mauro, o 65º.

Outro que foi ao Mundial por Equipes do ano passado, Eduardo Santos (90kg) parou na segunda luta. Dentre os reservas da seleção, ele é quem está mais longe do titular. É o 54º, enquanto Tiago Camilo aparece em quarto.

Por fim, na categoria até 100kg, Walter Santos perdeu para um sul-coreano e Daniel Hernanes, que voltava de lesão após um ano, diante de um romeno. Na repescagem, Walter ainda conquistou o bronze. Na categoria mais disputada dentro da seleção, Walter agora é o sexto, atrás de Rafael Silva (segundo). David Moura é o oitavo, enquanto Daniel aparece em 48º lugar.

FEMININO – Entre as mulheres, a melhor foi Nathalia Brígida (48kg). Apenas terceira brasileira no ranking mundial, mas titular do Brasil sub-21, ela pegou uma chave dura na comparação com outras categorias e acabou com a prata. Depois de participar de apenas três torneios (também Pan e Sul-Americano), ela já está no 26º lugar do ranking mundial, seis posições abaixo de Gabriela Chibana. Sarah Menezes é a líder.

Raquel Silva (52kg) perdeu logo na estreia e segue longe do nível da irmã, Rafaela Silva. Eleudis Valemtim (17ª) e Erika Miranda (sétima) estão muito à sua frente no ranking.

Vice-campeã dos Jogos da Juventude/2009 na categoria até 63kg, Flávia Gomes voltou a lutar entre as adultas após dois anos, na até 57kg. Venceu uma luta, perdeu duas e ficou em sétimo. A melhor brasileira no peso é Rafaela Silva (quinta), com Ketleyn Quadros em 12º. Flávia está no 57º lugar.

Duas Marianas defenderam o Brasil na categoria até 63kg. As duas terminaram sem medalhas. Mariana Barros ocupa o 34º lugar, Mariana Silva o 49º. Katherine Campos, melhor brasileira, está apenas no 17º lugar.

Barbara Timo, na até 70kg, ganhou apenas uma luta e está em 78º no ranking mundial, longe de Maria Portela (sétima) e Nádia Merli (31º). Nas duas categorias mais pesadas o Brasil não lutou em Miami.

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