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Rio quer que “crianças que matam médicos na Lagoa” façam esporte

Demétrio Vecchioli

18 de junho de 2015 | 02h23

Tinha tudo para ser uma boa notícia. O Governo do Estado do Rio decidiu se espelhar na boa iniciativa do Governo Federal abrir um edital para dividir R$ 6 milhões entre projetos esportivos de clubes, federações e municípios. São R$ 3 em parcerias federações+prefeitura, R$ 1,5 milhão para federações estaduais e R$ 1,5 milhões para os clubes.

Para gerir os recursos, analisar os projetos e fiscalizar a execução desses projetos, foi criado o Conselho de Federações Desportivas (Cofderj). Unidas, as entidades podem trocar experiências, equipamentos e discutir (e principalmente dividir custos). É bom para todo mundo.

Mas aí apareceu o subsecretário da Secretaria de Esportes do Rio, Rafael Thompson, para estragar a beleza o projeto: “Nosso objetivo é fazer crescer o esporte na base, para que as crianças que hoje estão matando médicos na Lagoa façam esporte. Este é o legado de 2016”.

Pelo que diz o braço direito de Marco Antônio Cabral (filho do ex-governador), não interessa ao governo afastar a criança da violência dos morros, do tráfico de drogas. Elas precisam conhecer o esporte para que parem de matar médicos na Lagoa.

 

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