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Sasaki fica em quinto no Mundial e se coloca entre os grandes

Demétrio Vecchioli

03 de outubro de 2013 | 18h06

Sasaki

Texto meu para a AE

A ginástica artística masculina deu nesta quinta-feira mais uma prova de que está entre as melhores da atualidade. Na final do individual geral do Mundial da Antuérpia, o Brasil conseguiu colocar dois ginastas brigando pelo pódio. Mas nenhum deles conseguiu medalha. Sérgio Sasaki terminou em quinto e Arthur Nory Mariano em 17.º, depois de ter ficado a prova toda entre os 10 melhores.

A medalha não veio por muito pouco. O bronze ficou com o alemão Fabian Hambuechen, que somou 89.332 pontos. Sasaki, 21 anos, fez 88,949. Nory, de apenas 20, terminou o Mundial com 85,140 pontos depois de sofrer uma queda no cavalo com alças, seu último aparelho. Até então, estava em sétimo. Na fase de classificação, havia sido o 18.º.

O ouro foi para o japonês Kohei Uchimura, campeão olímpico, que venceu com ampla folga na Antuérpia se tornou tetracampeão mundial. A prata também ficou com o Japão, com Ryohei Rato. O britânico Max Whitlock terminou em quarto.

Sasaki, de qualquer forma, apresenta ampla evolução. Depois de ser 10º e nono nos últimos dois Mundiais, agora já entrou no top5. Regular, tem tudo para brigar por pódio nos Jogos do Rio.

O Brasil ainda está classificado para fazer quatro finais de aparelhos na Antuérpia. No salto, vão brigar domingo pela medalha Sasaki e Diego Hypolito, que avançaram respectivamente com a terceira e a quinta melhores notas. Antes, no sábado, Diego compete na decisão do solo como favorito a uma medalha, uma vez que foi o segundo na classificação. A grande chance de um ouro, porém, é com Arthur Zanetti. Apesar de ter sido o segundo das eliminatórias das argolas, o brasileiro compete sábado como grande favorito ao título.

FINAL – Décimo colocado nos Jogos de Londres, Sasaki chegou à final do individual geral na Antuérpia como o sexto melhor da fase de classificação, que aconteceu entre segunda e terça-feira. Nesta quinta, o ginasta, que segue sem clube depois do fechamento da equipe adulta do Flamengo, começou a rotação no solo, com nota 15,133, melhorando em 0,133 seu desempenho da fase de classificação.

Na sequência, recebeu 14,250 no cavalo com alças. O único erro veio na saída das argolas, em que deu um passo para trás e recebeu a nota 14,600. Ainda assim, foi 0,100 melhor do que nas eliminatórias.

Em sexto, ele chegou à segunda metade da final confiante. No salto, aparelho em que também disputará final, fez 15,200, subindo para o quarto lugar. Caiu na classificação depois de somar 14,900 nas barras paralelas, aparelho em que teve pequena falha. Na barra fixa, cravou a apresentação, com 14,866.

NORY – Novato na equipe, em seu primeiro Mundial, Arthur Nory Mariano não começou bem a final, piorando sua nota nas argolas (14,166). Na sequência, somou 14,900 no salto e 14,508 nas barras paralelas, terminando a primeira metade da apresentação em nono.

A grande subida veio na barra fixa. Se na classificação Nory errou e tirou 13,158, na final acertou e recebeu nota 14,900, pulando para o sétimo lugar. Depois de somar 15,033 no solo, o brasileiro se manteve em sétimo. No último aparelho, o cavalo com alças, exatamente o que mais exige concentração, o brasileiro demonstrou cansaço, sofreu uma queda, tirou apenas 11,633 e despencou na classificação.

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