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Scheidt é o melhor, mas leva prata na Alemanha

Demétrio Vecchioli

28 de junho de 2013 | 11h00

Scheidt poderia estar comemorando mais um título

Scheidt poderia estar comemorando mais um título

Fosse a Semana de Kieler, na Alemanha, uma competição “normal”, Robert Scheidt estaria comemorando agora o título da quarta etapa do Copa Europeia de Vela. Mas o formato da Copa como um todo valoriza demais o resultado da medal race e o brasileiro, como sempre regular, terminou apenas com a medalha de prata.

Scheidt foi o melhor em todas as etapas da competição (como escrevo abaixo) e teria sido campeão se não fosse o formato bizarro adotado pelos europeus. Bruno Fontes, cada vez mais regular, terminou em quinto.

Desde que voltou à Laser, nosso melhor velejador venceu a etapa italiana da Copa Europeia e foi segundo na Copa do Mundo de Hyeres, na França. Fontes, por sua vez, foi quinto em Miami e Palma de Maiorca, sexto em Hyeres e sétimo na Delta Lloyd (Holanda).

Em Kieler, o Brasil também esteve representado por Bruno Prada, que se saiu um pouco melhor do que em competições anteriores e terminou no nono lugar entre 37 barcos.

CAMPANHA DE SCHEIDT – Nas seis primeiras regatas (com um descarte), somou nove pontos. Teriam sido sete se a nova regra da ISAF já tivesse sido aplicada: o vencedor da regata soma 0 e não mais 1 ponto perdido. O alemão Philipp Buhl somaria 16. O sueco Stalheim, 18.

Na fase final, Scheidt não foi tão bem. Somando o um ponto que trouxe da primeira fase (por ter sido o primeiro), iria para a medal race com 18 pontos perdidos. Buhl, com 27. Stalheim, 18.

O brasileiro, então, precisaria apenas chegar à frente do sueco na medal race. Mas o formato bizarro da Copa Europeia (que considera todas as 12 primeiras regatas como uma só) fez ele poder perder o título para praticamente qualquer um que chegasse à sua frente. Buhl foi melhor nessa única regata e acabou com o título. O sueco terminou em terceiro.

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