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Segundo dia do Maria Lenk termina sem índices e com poucas esperanças

Demétrio Vecchioli

24 de abril de 2013 | 01h58

Um dia sem índices no Troféu Maria Lenk só pode ser considerado um dia decepcionante. Soma-se a isso o fato de o primeiro recorde sul-americano derrubado o foi feito por um argentino, enquanto os brasileiros ficaram bem aquém do esperado nesta prova (no caso, os 1.500m livre masculino). Nem Thiago Pereira se salvou na sua “estreia” nos 100m borboleta.

Mais uma vez a manhã foi mais forte que a tarde. Prova disso o próprio 100m borboleta. De todos os oito finalistas, só Arthur Mendes Filho (Corinthians) melhorou na final em relação às eliminatórias, com 53s14. Thiago Pereira foi o mais rápido nas duas etapas. De manhã, fez 52s96 e beirou o índice de 52s57.

A final foi repleta de grandes nomes. Kaio Márcio, nadando pelo Cabo Branco/PB, ficou a apenas seis centésimos de Thiago Pereira. Ainda caíram na piscina Lucas Salatta (Piracicaba), Léo de Deus (Corinthians), Nicholas Santos (Unisanta), Henrique Martins e Nicolas Oliveira (Minas). Nada menos que seis desses são patrocinados pelos Correios – ou seja, são da nata da CBDA.

100M BORBOLETA FEMININO – Daynara de Paula (Sesi) bateu na trave. Pela manhã, cravou 59s37, contra 58s89 exigidos como índice. À tarde, não repetiu o desempenho. Prata para Daniele Paoli Jesus (1991) e bronze para Bruna Carolina Lemos Rocha (1993), ambas do Pinheiros. Só elas e Dandara Mendes (1990, Minas), nadaram na casa de 1min00s.

200M PEITO MASCULINO – Prova em que havia expectativa real de índice. Tales Cerdeira, agora na Unisanta, ficou a módicos 9 centésimos pela manhã, com 2min12s87 no relógio. À tarde cansou e viu Gabriel Fidelis (Praia Clube) vencer com 2min13s42. Henrique Barbosa (Flamengo) foi o segundo. Tales, só o terceiro. Felipe Lima (Minas) ficou em quarto.

200M PEITO FEMININO – Prova com menos expectativa para esta terça-feira. Melhor brasileira, Pamela Alencar (Corinthians) nadou em 2min32s99 e ficou a quase cinco segundos do índice na final. Carolina Mussi, recordista sul-americana, forçou pela manhã e mesmo assim ficou a quase 10 segundos do seu recorde.

1.500M MASCULINO – Mais um resultado ruim pra fechar o dia. Dos seis melhores, três estrangeiros, inclusive o argentino Martin Naidich, que bateu o recorde sul-americano com 15min10s24. Luiz Rogério Arapiraca (Unisanta), antigo recordista, foi o melhor brasileiro, na casa de 15min22. Superou Marcos Ferrari (Minas), com 15min27, e Lucas Kanieski (Minas), com 15min31.

Diferente da segunda-feira, nesta terça não tivemos tantos juniores nas finais. Destaque para Brandonn Pierry. O garoto do Corinthians fez 15min31s52 nos 1.500m e ficou a 17 segundos do índice para Barcelona, o que seria um feito e tanto para o atleta de 15 anos recém-completados. Conseguiu com folga se classificar para nadar no Mundial Júnior de Dubai.

O dia teve outros quatro índices para Dubai: Arthur Pedroso (1995, Corinthians) e Gabriel Freitas (1995, Pinheiros), nos 200m peito, Pedro Veira (1995, Corinthians) e Giovanna Diamanti (1997, Sesi), nos 100m borboleta. Giovanna Dorigon (1996, Corinthians) fez final nos 200m peito, mas ficou a 2 segundos do índice. Entre as revelações, destaque também para o 1994 Matheus Loro Neto (Corinthians), que ficou em quinto nos 200m peito.

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