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Seleção de polo pode voltar do Mundial com todos jogadores empregados na Europa

Demétrio Vecchioli

03 de agosto de 2015 | 17h10

A comissão técnica do polo aquático pretendia repetir a estratégia que deu certo no handebol feminino e montar uma seleção brasileira masculina para jogar por um mesmo clube europeu. A ideia era disputar a Liga Adriática, que reúne as melhores equipes da Croácia, Sérvia e Montenegro, além de convidados. A estratégia foi abortada, mas toda a seleção vai jogar a próxima temporada na Europa de qualquer jeito.

Até a conquista da medalha de bronze da Liga Mundial, apenas quatro “brasileiros” jogavam no polo aquático europeu, o mais forte do mundo. O “espanhol” Felipe Perrone defendia o Barceloneta (Espanha), para onde levou os irmãos Guilherme e Bernardo Gomes, enquanto o croata Josip Vrlic estava no Radnicki (Sérvia).

Os primeiros a mudarem de clube foram Perrone e Vrlic, que acertaram com o VK Jug, da Croácia. Paulo Salemi, que venceu o Troféu Brasil pelo Pinheiros, fechou com o Rari Nantes Sori, da Itália, ainda durante a fase final da Liga Mundial. Bernardo Gomes e Jonas Crivella foram para o Roma Vis Nova, da capital italiana.

Após a confirmação de que o Brasil não jogaria a Liga Adriática como uma equipe, o técnico croata Radko Rudic exigiu que seus atletas se transferissem para clubes europeus. Treinador mais prestigiado do mundo, vem conseguindo colocar os jogadores em equipes italianas.

Nesta segunda-feira, o jornalista italiano Dario Di Gennaro, especialista em polo aquático na RAI, publicou que outros quatro jogadores serão anunciados por clubes italianos após o Mundial de Kazan (Rússia). Grummy vai para o Trieste, Gullherme Gomes para a Fiorentina, o cubano Ives Alonso reforça o Bogliasco e Charuto defenderá a Lazio. Ainda de acordo com ele, o goleiro Bin Laden está perto do Sport Management, de Verona, e Adrian Delgado pode fechar com o Orvosegyetem, da Hungria.

A debandada para a Europa deve aniquilar as duas únicas equipes competitivas do País na atualidade: Sesi e Pinheiros – o Fluminense já fechou sua equipe profissional. Por isso, a Liga Nacional, que durou dois meses no ano passado, com turno e returno, deverá ser reduzida a três finais de semana este ano.

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