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Seleção de polo volta a ficar em último na Liga Mundial

Demétrio Vecchioli

16 de junho de 2013 | 10h52

Crédito: FINA

Crédito: FINA

Pelo segundo ano seguido o Brasil conseguiu se classificar para a Super Final da Liga Mundial de Polo Aquático no masculino e, pelo segundo ano seguido, foi o saco de pancadas da competição. Neste domingo a equipe encerrou sua participação na Rússia com seis derrotas e o oitavo lugar.

A Liga Mundial tem formato parecido com o dos Jogos Olímpicos. A diferença é que para Londres foram 12 times e na Liga são só oito. Em ambos depois as equipes jogam quartas de final antes da semi e da decisão.

Ou seja: se não quiser fazer feio no Rio, o Brasil terá que evoluir bastante no polo aquático. Um passo para isso é a “importação” de jogadores. Dois brasileiros jogam pelas seleções de Espanha e EUA e devem passar a defender o Brasil. O espanhol Ádria Delgado (do Fluminense) já foi naturalizado e jogou a Liga Mundial.

A Liga Mundial acontece em Chelyabinsk, na Rússia, para onde a seleção brasileira viajou no domingo passado, horas depois da final da Taça Brasil, que aconteceu em São Paulo. A equipe chegou na Sibéria às 5h de segunda e nem teve tempo de se aclimatar e se acostumar às oito horas de diferença de fuso. Às 20h já estava jogando.

Assim, nem há como se cobrar resultados dos brasileiros. A equipe perdeu para Rússia (13 a 7), China (18 a 3) e Sérvia (16 a 7) na fase de classificação. Depois, caiu diante da Hungria (8 a 4) nas quartas de final – exatamente contra o adversário mais difícil e mais importante o Brasil teve sua melhor apresentação. No torneio de consolação, derrotas para China (12 a 7) e Japão (9 a 4).

A seleção brasileira foi formada por Thyê Matos (goleiro do Botafogo); Ádria Delgado, Bernardo Gomes, Bernardo Reis Rocha e Gabriel Reis Rocha (Fluminense); Henrique Moniz, Rudá Franco, Antônio Inserra e Grummy (Sesi-SP); Gustavo Coutinho (Paulistano), Felipe “Charuto” Silva,  Vinícius Antonelli (goleiro) e Emílio Vieira (Pinheiros).

Só como comparação, a campanha do ano passado teve as seguintes derrotas: Espanha (8 a 3), Austrália (13 a 6), Croácia (20 a 3), Itália (14 a 1, nas quartas), China (10 a 7) e Austrália novamente (13 a 2).

PS: Vale ler o artigo de Ricardo Cabral, gerente de polo aquático da CBDA, publicado no Potóff Water Polo News, blog do Clodoaldo Lino.

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