Sergio Cabral se defende após nova crise ligada ao Maracanã
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Sergio Cabral se defende após nova crise ligada ao Maracanã

Demétrio Vecchioli

11 de janeiro de 2014 | 17h24

O Parque Aquático Julio Delamare, especialmente o centro de treinamentos de saltos ornamentais, voltou a colocar de lados opostos o governador do Rio, Sergio Cabral, e o presidente da CBDA, o eterno Coarary Nunes.  Em entrevista ao blog Rio/2016, de Michel Castellar, o dirigente da natação criticou o político que  “prometeu que reformaria todo o parque aquático e não cumpriu”. Cabral respondeu pelo Twitter: “Lamento a postura do presidente da CBDA”.

Vamos lembrar o histórico, em cinco capítulos:

1) O governo do Rio assinou contrato com a concessionária que cuida do Maracanã. Ela demoliria o Julio Delamare e o Célio de Barros para construir estacionamentos e lojas. E construiria outros equipamentos, teoricamente mais modernos.

2) Depois dos protestos de julho, Cabral mudou de ideia e cancelou as demolições.

3) O Célio de Barros está inutilizável, mas o Julio Delamare já foi devolvido à CBDA.

4) Decidiu-se que o Parque Aquático receberia a fase preliminar do polo aquático nos Jogos do Rio/2016.

5) Na segunda-feira, Cabral assinou aditivo do contrato. Agora a concessionária tem que reformar o Delamare e o Célio de Barros.  Mas só vai construir outro centro de saltos ornamentais depois da Olimpíada.

Coaracy não ficou feliz. “O combinado, quando decidiram manter o parque aquático e não mais demoli-lo, era recuperá-lo por completo”, disse ele ao Michel Castellar, dizendo ter ouvido de João Borba, presidente do Consórcio Maracanã, que só erguerá o centro de saltos (ornamentais) se o governo mandar. Ainda reclamou que Cabral prometeu comprar um placar eletrônico de R$ 500 mil e não comprou.

Sérgio Cabral se sentiu incomodado com as críticas e foi ao Twitter rebatê-las. “Lamento a postura do presidente da CBDA, Coaracy Nunes. (Ele) me solicitou, junto com outros dirigentes, que não se demolisse o Julio Delamare. Atendi o pleito apesar de discordar. Expliquei ao Coaracy várias vezes que o placar somente poderia ser adquirido pela concessionária depois de todas as dúvidas esclarecidas. O aditivo foi assinado recentemente e já solicitamos a compra do placar”, postou Cabral.

A nova rota de colisão, porém, é mesmo o Centro Treinamentos de Saltos Ornamentais Carlos Arthur Nuzman, que foi destruído e não foi reposto. Assim, a seleção brasileira da modalidade não tem onde treinar, uma vez que ela precisa de uma estrutura em ginásio para treinar saltos em piscina de espuma. Antes, tinha isso no Julio Delamare. Agora, não tem em lugar nenhum do Rio e terá que se mudar para Brasília.

“Em relação ao centro de saltos: não será construído antes da Olimpíada a pedido do Comitê Organizador Rio/2016. Ele foi demolido porque comprometia o fluxo de pessoas ao Maracanã na Copa das Confederações. Isso também ocorreria, caso permanecesse, na Copa do Mundo e na Olimpíada”, justifica Cabral.

Esses são só o primeiro e o segundo capítulos da novela Maracanã em 2014. Muitos outros virão.

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