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Sucesso no polo aquático provoca debandada e faz Liga Nacional ter apenas 15 dias

Demétrio Vecchioli

15 de setembro de 2015 | 07h52

O sucesso da seleção brasileira de polo aquático, que conquistou a medalha de bronze na Liga Mundial deste ano, poderia ser a oportunidade de ouro para a modalidade passar por um processo de profissionalização no País. Mas na prática não é isso o que acontece. A Liga Nacional, equivalente ao NBB no basquete e à Superliga no vôlei, que estava prevista para durar 10 semanas, vai acontecer em apenas 15 dias.

Publicado em 6 de fevereiro, o calendário da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) previa a primeira rodada da Liga em 21 de agosto. Seriam 10 finais de semanas de jogos até a decisão, em 15 de novembro. Três meses quase completos de jogos, em São Paulo, no Rio e em Jundiaí (SP).

Mas a competição, que começa nesta terça-feira, terá apenas duas semanas de duração. Os seis times classificados jogarão em turno (no Rio) e returno (em São Paulo), com semifinais e final em jogo único, logo na sequência.

No mesmo momento em que a seleção brasileira entra no hall das melhores do mundo, o polo aquático no País definha. Somando Liga Nacional, Troféu Brasil e um planejado ‘Final Six’, em dezembro, serão menos de 30 dias de competições nacionais durante todo o ano.

O planejamento era o de que a seleção brasileira jogasse, como clube, a Liga Adriática, na Europa. Os times daqui disputariam a Liga Nacional desfalcados, recebendo reforços para a fase final. Mas, por questões financeiras, a participação no torneio europeu foi cancelada.

O técnico da seleção, Ratko Rudic, então, pediu que todos os atletas da seleção se transferissem para clubes europeus, ganhando experiência antes da Olimpíada. A temporada no Velho Continente, entretanto, começa em outubro. Por isso a Liga Nacional, com a anuência dos clubes, acaba ainda em setembro.

Como forma de compensar os times nacionais, ficou combinado que em dezembro, nas férias dos clubes europeus, será jogado o ‘Final Six’, cujos detalhes não foram ainda revelados pela CBDA.

CLUBES – Tricampeão da Liga entre 2011 e 2013, o Fluminense não vai jogar a competição esse ano porque ficou no oitavo e último lugar do Troféu Brasil, que durou apenas cinco dias. Depois que perdeu seu patrocinador, o clube carioca encerrou a equipe profissional e manteve apenas amadores no time.

O Botafogo assumiu boa parte do elenco que era tricolor e vai jogar a Liga Nacional com os irmãos Perrone (Kiko e Felipe) e Gomes (Bernardo e Guilherme), além do goleiro sérvio Slobodan Soro, que aguarda autorização para poder defender a seleção brasileira.

Pinheiros (que conta com Ádria Delgado, Jonas Crivella, Ives Gonzalez e Charuto) e Sesi (este com Grummy, Bernardo Rocha, Paulo Salemi e o americano Tony Azevedo) são os outros clubes profissionais, em condições de brigarem pelo título. No Troféu Brasil, deu Pinheiros na final, em revanche à decisão da Liga do ano passado. Flamengo, Paineiras e Paulistano devem disputar o quarto lugar.

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