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Thiago Pereira e Marcelo Chierighini miram final em Barcelona

Demétrio Vecchioli

31 de julho de 2013 | 22h20

Thiago Pereira

Se a quarta-feira não foi boa para o Brasil em termos de medalhas no Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona, os resultados das eliminatórias e semifinais dão grande esperança para o que está por vir nesta quinta. Marcelo Chierighini (100m livre), Thiago Pereira (200m medley) e Etiene Medeiros (50m costas) estão nas finais e têm chances reais de pódio

A maior expectativa, claro, é com Thiago Pereira. O brasileiro passou muito bem no costas, no borboleta e no peito, mas claramente diminuiu o ritmo no nado livre. Assim, o quarto tempo (1min57s52) não diz nada sobre o que ele pode fazer na final. O ouro deve ser de Ryan Lochte, mas o japonês Hagino e o húngaro Cseh parecem estar no mesmo nível de Thiago. Dos três devem sair dois medalhistas.

“Nestes 10 anos (desde o último Mundial em Barcelona) muita coisa aconteceu, mas uma medalha no Mundial de longa está faltando pra mim e quero conseguir isso também. Me senti bem na água e não queimei tudo o que tinha, mas nadei forte. Me deu uma confiança muito maior e vamos ver o que vai dar amanhã (quinta)”, disse Thiago.

Se o medalhista olímpico representa a geração de atletas mais experientes, que já chegaram a Barcelona calejados (assim como os medalhistas Cesar Cielo e Felipe Lima), Marcelo Chierighini é a nova geração. No seu primeiro Mundial, está na final dos 100m livre, a prova nobre da natação.

Nesta quarta, ele nadou mal nas eliminatórias, mas conseguiu entrar na semifinal com o 15º tempo (49s08). À tarde, nadou ao lado do russo Morozov e do australiano Magnussen, não teve medo, e acabou como segundo da série e terceiro das semifinais, com 48s11, igualando a melhor marca de sua vida na prova.

A final, porém, não tem favoritos. São dois americanos, os dois astros já citados, o francês Gilot e o italiano Lucas Dotto, todos com chance de pódio. O australiano Cameron Mcevoy, de apenas 19 anos, aparece como zebra.

“Meu técnico chegou e me disse ‘você tem que decidir agora se quer entrar nesta final ou não’. Aí disse ‘eu vou. Vou dar o meu máximo’. É isso, quem quer entrar numa final tem que entrar com o coração. Quem fizer mais vai conseguir levar a medalha”, avisou Chierighini.

Já Etiene Medeiros garantiu a primeira final da natação brasileira feminina em Barcelona, nos 50m costas. A CBDA endureceu os índices para as provas curtas e ela não conseguiu a marca mínima necessária. Mesmo assim foi inscrita nos 50m, porque já iria para o Mundial para nadar os 100m. Ela aproveitou para avançar à primeira final da carreira.

Marcou 27s89 na semifinal e passou à final dos 50m costas com o quinto tempo, brigando diretamente pela medalha. “Estou muito feliz, o objetivo era este, realmente. Queria ter ganho a série mas tive um errinho nos últimos cinco, seis metros, pois bati na raia. Mas este ano de 2013 está sendo muito bom, tive um amadurecimento, tanto eu como meu técnico (Fernando Vanzella)”, comentou.

ELIMINADOS – O dia, porém, não foi perfeito. Henrique Rodrigues, que chegou a Barcelona como favorito à medalha nos 200m medley, com um tempo de classificação melhor até do que o de Thiago Pereira, foi muito mal na semifinal e acabou eliminado com 1min59s47, apenas na 12ª posição. Pela manhã, havia marcado 1min58s73.

Joanna Maranhão fez a parte dela nos 200m borboleta, avançando à semifinal com 2min11s14, que lhe valeu o 16º tempo. Na semifinal, repetiu a colocação, mas com um tempo bem pior: 2min14s07. Mesmo se repetisse o tempo ficaria nas mesma posição.

Por fim, Fernando Ernesto foi apenas o 25º das eliminatórias dos 100m, com 49s71. Ele havia empatado com Nicolas Nilo Oliveira no Maria Lenk e só ganhou a vaga numa polêmica “seletiva”, já em Barcelona. O cronômetro não funcionou e o vencedor foi definido no olhômetro, revoltando o técnico de Nicolas. Como comparação, o atleta do Minas fez 48s72 na abertura do revezamento 4x100m livre. Se repetisse o tempo, seria o 13º na semifinal.

 

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