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Thiago Pereira: relação da ódio e bronze com os 400m medley

Demétrio Vecchioli

05 de agosto de 2013 | 10h21

Thiago bronze

Thiago Pereira não é mais Thiago Pereira. E esse de agora é muito melhor que o outro. O novo não nada mais todas as provas. Escolheu duas – e nada uma terceira obrigado. Não tem mais a sina ruim de “Mister Pan”. É o homem de uma medalha olímpicas e duas em Mundial. Não é mais passado nos metros finais. Passa nos metros finais.

Foi o novo Thiago Pereira, treinado por Albertinho, que ganhou a sua segunda medalha de bronze para fechar com chave de ouro (desculpem o trocadilho) o Mundial de Barcelona. Domingo, bateu atrás do japonês Seto e do norte-americano Kalisz, com 4min09s48, tirando uma vantagem enorme que o japonês Hagino tinha quando virou em primeiro ao fim de 350m.

“Eu achei que o Hagino ia ganhar, mas o que me surpreendeu mais foram os meus últimos 50m. Mais uma vez foi na batida de mão. Agora vou voltar ao Brasil, focar nas competições, mas o objetivo final não é agora. O objetivo é 2016”, comentou Thiago.

Ele não gosta dos 400m medley e não esconde de ninguém. Parece a criança que sabe faz aula de piano, vai bem, mas odeia ter que fazer piano. E os pais insistem que o pirralho faça um showzinho na frente da família. Ele insiste, não quer, mas acaba tocando e dando espetáculo. É Thiago Pereira.

“Foi legal da parte do Albertinho (o técnico, mas no caso o pai do menino), me motivando a nadar. Eu já tinha acabado e não tinha porque não arriscar,  não tentar. Consegui fazer esta prova bem inteligente. Sinceramente não esperava nadar para 4min09s. O que me fez nadar mais relaxado foi ter conquistado a medalha nos 200m medley. O contexto todo levou a isso e fechando o Mundial para o Brasil. Um ano pós-olímpico que já mostrou que o pessoal está buscando um grande resultado nas Olimpíadas e o trabalho começa a partir de agora”, completou Thiago.

OUTROS BRASILEIROS – Daniel Orzechowski passou para a semifinal dos 50m costas com o melhor tempo, para a final com o quarto, mas não subiu ao pódio. Terminou em sexto, com o tempo de 24s87, menos do que o 24s79 da semifinal – esta marca não mudaria sua posição.

Como em outras provas rápidas, o tempo é o de menos. Valia o poder de decisão, que infelizmente faltou para o brasileiro. “Esperava nadar bem melhor aqui durante a competição toda, mas provas de velocidade não tem muito que dar explicação, é continuar treinando para conseguir novos objetivos. Estava com muita vontade de ganhar uma medalha, mas prova rápida é assim, os tempos foram bons, embora já tenha feito tempo melhor…me deixa um gosto amargo”, disse Daniel.

A final de Thiago no último dia, porém, atrapalhou o Brasil no revezamento 4x100m medley. Com o medalhista poupado no borboleta, o Brasil fez apenas o 12º tempo e ficou fora da final por diferença de 1s20 para o oitavo colocado.  Isso mesmo com Marcelo Chierighini (finalista no livre), Felipe Lima (bronze no peito) e Leonardo de Deus (semifinalista no costas). Nicholas fez a parte dele no borboleta.

Joanna Maranhão, num Mundial para esquecer, terminou apenas na 17ª posição nso 400m medley, com 1min44s55, mais lenta 1s15 do que o tempo de balizamento.

Nos 50m peito, Beatriz Travalon terminou em 20º, com 31s59, a apenas 0s09 de avançar à semifinal. Mesmo tempo tirou Graciele Herrmann da semifinal dos 50m livre, com 25s32. Alessandra Marchioro foi mais lenta, com 25s68, em 24º.

Daynara de Paula precisava de um pouco mais: ser 0s14 mais rápida para chegar à semifinal dos 50m borboleta – terminou na 20ª posição. Já o revezamento 4x100m medley ficou em 12º, a quase 6s de terminar entre as oito primeiras. Nadaram Etiene Medeiros, Beatriz Travalon, Daynara de Paula e Larissa Oliveira.

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