As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Tóquio confirma boa fase de Chibana e Rafael Silva

Demétrio Vecchioli

01 de dezembro de 2013 | 19h53

Com Tiago Camilo e Leandro Guilheiro machucados, o Brasil perde muita força no judô masculino. Hoje o País tem três atletas que chegam às principais competições brigando por medalha: Charles Chibana, Rafael Silva e Felipe Kitadai. Os dois primeiros ganharam prata em Tóquio. De resto, campanha bem ruim no Japão.

Dos 12 judocas brasileiros que atravessaram o mundo, oito não chegaram sequer às quartas de final. É muito pouco. David Moura e Alex Pombo terminaram em sétimo.

Na sua primeira temporada na seleção, Chibana venceu o Grand Slam de Moscou, foi prata em Tóquio e terminou em quinto no Mundial. No Japão, venceu o francês que é terceiro do ranking, ganhou também de um japonês (coisa rara na campanha brasileira), mas acabou superado pelo local Tomofumi Takajo. Tudo ótimo para um judoca que fez 38 lutas este ano e só perdeu sete.

Rafael Silva também teve um bom ano. Foi prata no Mundial, no Masters e em Tóquio, mas ficou em quinto em Paris e em sétimo em Moscou. No Japão, venceu dois locais, mas perdeu na decisão para o sul-coreano Sung-Min Kim, repetindo o resultado do ano passado. Não há o que se criticar.

O posto de terceiro brasileiro de confiança ainda é de Felipe Kitadai, apesar da derrota na estreia em Tóquio para o local Toru Shishime. No Mundial ele também havia sido derrubado na primeira luta. Mas a temporada teve ainda título no Masters, prata em Moscou e quinto lugar em Paris. Segue entre os melhores do mundo e essa irregularidade é normal.

OUTROS – Com Penalber, Camilo e Guilheiro machucados, o Brasil só levou mais um titular para Tóquio: Renan Nunes, que perdeu na estreia para um japonês. Bruno Mendonça também não foi, mas não sei o motivo.

Rafael Buzacarini (+100kg) teve a primeira chance num torneio grande. Perdeu de um canadense na estreia. Mesma situação de Eduardo Bettoni (90kg), eliminado de cara por um polonês. Eduardo Santos (90kg), que havia caído na primeira luta no Mundial, perdeu no segundo confronto em Tóquio. Não mostrou a que veio e Tiago Camilo segue sem reservas.

Brigando para se firmar na seleção, Marcelo Contini (81kg) caiu na estreia, para um russo. Mesma situação de Eric Takabatake (60kg), que perdeu para um coreano. Depois de boas participações em torneios menores, o jovem do Pinheiros foi eliminado na estreia em Moscou e Tóquio. Vai ter que começar do zero em 2014.

Esperava-se mais de Luiz Revite, que chegou a ser titular na até 66kg, mas perdeu de um japonês logo na segunda luta em Tóquio – no Mundial, a derrota foi na primeira luta. Mesmo assim, segue na seleção.

Alex Pombo também foi bem em torneios menores e terminou sem medalhas em Tóquio. Mas venceu duas lutas (perdendo outras duas), acabou em sétimo, e se manteve no grupo para 2014. 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: