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Torcida organizada empurra Victor Penalber no Mundial de Judô

Demétrio Vecchioli

29 de agosto de 2013 | 11h00

“Ai, ai, ai, ai, manga, gola, puxa e vai”. Diferentemente das finais dos três primeiros dias de competição no Rio, quando o grito não foi além do ufanismo do “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, a torcida presente ao Maracanãzinho nesta quinta-feira não deixa dúvidas: estamos num Mundial de Judô. Os responsáveis pela farra são os amigos e companheiros de treino de Victor Penalber. Giovani, Cleyanderson (ou Pará para os amigos), Renan, Theo, Luquinhas, Jorginho, Marcelo, Rodrigo e Leleco são só alguns dos 50 membros da torcida organizada de Victor Penalber pelo título mundial da categoria até 81kg.

E como se trata de uma torcida organizada não poderiam faltar uniforme (cinquenta camisetas com a imagem de Victor foram confeccionadas), bateria animada, faixas e, claro, grito de guerra. No ritmo de Brasília Amarela, dos Mamonas Assassinas, eles cantam: “Estou sempre contigo, com a faixa na mão. Não importa onde lute, sempre estarei contigo. La, la, la, la, la (bis 2x), vai pra cima, Victor”.

O torcedor carioca logo vai identificar que esse é também o ritmo que empurra a torcida do Flamengo. “Mas o Victor é Botafogo”, avisam os amigos, que eram seus colegas de treino na equipe da Universidade Gama Filho e migraram com ele para o Instituto Reação quando o antigo time foi desfeito.

“O Flávio Canto convidou o Victor para ir para o Reação, mas ele só aceitou se o pessoal que treinava com ele fosse também”, conta o pai de Victor, Jorge Penalber. À tarde, dois ônibus, um da Rocinha outro da Cidade de Deus, virão ao Maracanãzinho com cerca de 100 crianças e adolescentes do Reação. Na quarta, esses mesmos jovens deram sorte a Rafaela Silva, outra aluna de Flávio Canto, que se tornou a primeira mulher medalhista de ouro do Brasil na história do Mundial de Judô.

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