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Transição para o boxe profissional não é fácil, diz Esquiva

Demétrio Vecchioli

28 de junho de 2013 | 11h23

Esquiva treina para começar sua carreira no boxe profissional

Esquiva treina para começar sua carreira no boxe profissional

O Botafogo vai entrar para a história do boxe no próximo dia 10 de agosto. Isso porque o acanhado ginásio do clube, pequeno se comparado a tantos outros pelo Brasil, será palco da primeira luta de boxe profissional autorizada pela AIBA (Associação Internacional de Boxe Amador).

Isso significa dizer que, pela primeira vez na história, dois boxeadores receberão cachê para lutar e nem por isso deixarão de ser considerados aptos a competirem no boxe amador, podendo participar de Olimpíadas.

O local escolhido para a estreia desse formato mostra como a proposta ainda é crua, mas o primeiro passa foi dado. A luta inaugural, ou pelo menos a principal luta do evento inaugural, vai colocar frente a frente o vice-campeão olímpico dos médios Esquiva Falcão contra o vice-campeão europeu Bogdan Juratoni, da Romênia.

A luta ainda não valerá pelo cinturão da APB (AIBA Pro Boxing), sendo apenas exibição. Ela acontecerá em previstos oito rounds de três minutos, com um de descanso. As regras são as mesmas do boxe profissional – até porque se trata de boxe profissional.

“A transição de um atleta olímpico para o profissionalismo não é fácil, mas eu estou encarando com muita determinação. Estou treinando muito intensivamente e trabalhando realmente duro. Eu vou encontrar rivais difíceis, inclusive atletas olímpicos, na minha experiência profissional, e estou pensando em ir para Porto Rico com meus técnicos para focar a preparação lá”, contou Esquiva, ao site da AIBA.

O evento no Botafogo, na véspera do Dia dos Pais, vai ser uma noite única para Touro Moreno. Isso porque Yamagushi Falcão também vai lutar, contra Michel Tavares, cabo-verdiano radicado na França que luta pelo WSB, uma espécie de UFC do boxe.

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