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Universíade mostra Arthur Nory Mariano mais maduro

Demétrio Vecchioli

15 de julho de 2013 | 00h40

A ginástica artística brasileira mostrou Universíade/2013, em Kazan, que ocupa hoje um patamar já um pouco acima daquele em que estava um ano atrás, quando não conseguiu a classificação por equipes para os Jogos de Londres. De forma geral, os resultados da seleção, que foi para a Rússia quase completa, deram boas esperanças para o Brasil.

A maior evolução foi de Arthur Nory Mariano. Aos 19 anos (faz 20 em setembro), considerando fase de classificação, final do individual geral e final da barra fixa, ele teve notas expressivas no solo (14.950) e na barra fixa (15.150). Ainda fez mais de 14.000 nos outros quatro aparelhos: argolas (14.100) cavalo com alças (14.400), salto (14.750) e nas barras paralelas (14.650).

Numa apresentação “perfeita”, poderia ter somado 88 mil pontos, o que o colocaria tranquilamente na final olímpica do individual geral. E estamos falando de um atleta que só este ano estreou na seleção principal e tem mais três anos para se desenvolver até os Jogos do Rio.  Só no solo e no salto (aparelhos que disputou final na etapa de Cottbus da Copa do Mundo, no começo do ano, em sua estreia internacional), melhorou 1.500 pontos!

Francisco Barretto não conseguiu ir tão bem. Especialista no individual geral, acabou ficando em último (24º) na final, com notas bem abaixo do que costuma conseguir. Mesmo assim evoluiu em dois aparelhos com relação a outros torneios oficiais internacionais que disputou.

No cavalo, foi de 13.966 (Tóquio/2011) para 14.450. Na barra fixa, passou e 14.300 (seletiva olímpica) para 14.350. É uma evolução pequena, mas uma evolução que pode ajudar o Brasil em disputas por equipes. Por enquanto, Barretto, de 23 anos, não parece como um candidato a medalha, ou mesmo a finais em torneios de grande porte.

O site da Universíade não permite ver as notas de Péricles Silva, Lucas Bitencourt e Victor Rosa nas suas apresentações por equipes. Assim, fica impossível fazer uma análise de quanto eles melhoraram/pioraram.

Assim, só resta terminar com o genial Arthur Zanetti. O campeão olímpico foi, como sempre, perfeito. Fez 15.900 na fase de classificação, 15.875 na final e ficou facilmente com o bicampeonato.

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