Em 2015, Corinthians pode ficar até 45 dias sem treinador
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Em 2015, Corinthians pode ficar até 45 dias sem treinador

Vitor Marques

07 de outubro de 2014 | 15h15

Um dos assuntos mais discutidos no Corinthians é a permanência do técnico Mano Menezes. Uma incompatibilidade de datas entre o término de seu contrato e as eleições para presidente gerou um problema e tanto. Mano tem contrato até dezembro. Gobbi fica no cargo até a primeira quinzena de fevereiro, quando estão marcadas eleições para presidente. Ou seja: o Corinthians pode ficar até 45 dias sem treinador, comprometendo a pré-temporada 2015.

A entrevista que Gobbi deu ao Arena SporTV expôs a situação, no mínimo, constrangedora. “Quem vai decidir o técnico do Corinthians em 2015 é o novo presidente. Eu não vou assinar um contrato por 30 dias. Quem quer ser técnico por 30 dias? Ninguém. Quem vier põe o seu novo técnico. Lá tem uma equipe para treinar. Não posso assinar um contrato com um treinador por 12 meses e dar para o presidente que vai chegar.”

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Gobbi pôs a culpa no Conselho Deliberativo, que vetou, em 2013, a antecipação da eleição para o final deste ano. Ele tem razão. Mas na época quem vetou a mudança foram integrantes da situação ligados ao grupo político de Andrés Sanches.  “Já que o Conselho Deliberativo vetou a antecipação da eleição, então vamos pagar esse mico (de ficar sem treinador). O Conselho é responsável por este problema temporal que temos”, disse Gobbi.

A indefinição do novo treinador não é o único contratempo. Quem irá decidir contratações, renovações de contrato e dispensas de jogadores? O que fazer com Emerson Sheik? Sem um comandante, como se monta um elenco? Se o time estiver classificado para a Libertadores, o cenário é preocupante.

Mano Menezes não é o nome preferido nem pela situação nem pela oposição. O ex-diretor de futebol Roberto de Andrade, favorito ao pleito, e Paulo Garcia, eterno candidato da oposição, preferem a mudança de técnico. Mano, há uma semana, respondeu: “Vamos conversar sobre isso no fim de ano, tem de ser discutido, se o lado de lá quer e se o lado de cá também.”

 

 

 

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