Palmeiras tem uma bela história de Série A com futebol de Série B
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Palmeiras tem uma bela história de Série A com futebol de Série B

Daniel Batista

08 de dezembro de 2014 | 16h19

Foi no sufoco, com certa dose de crueldade, mas o Palmeiras se salvou na última rodada, graças a um empate com o Atlético-PR em 1 a 1. O Santos deu uma ajuda na Bahia, mas mesmo que ficasse empatado em Salvador, o Alviverde estaria salvo. Triste fim de um centenário que terminou sem ter motivos algum para festa.

Deu tudo errado em 2014. Os mais otimistas podem falar: “Pelo menos não caiu”. Sim, mas comemorar permanência na Série A não é algo do tamanho do Palmeiras. O centenário foi marcado por negociação frustradas, contratações pífias, ações de marketing para comemorar os 100 anos do clube que mais pareciam festinha de condomínio e a certeza de que o time não caiu por um grande acaso que só o futebol permite.

Do atual elenco, uns cinco ou seis jogadores têm realmente futebol para jogar em time grande. Os demais, seriam bons reforços em equipes medianas e alguns até nessas equipes teriam dificuldades para serem titulares. O Palmeiras se apequenou demais nos últimos anos e a culpa não é da arbitragem ou da imprensa, como muitos gostam de falar. O grande responsável por esse fiasco alviverde é o próprio Palmeiras.

Colocar tudo nas costas de Paulo Nobre é um exagero. O dirigente, sem dúvida, teve um primeiro mandato muito ruim, mas não podemos esquecer que ele pegou uma herança maldita de antigas gestões, principalmente sob o ponto de vista financeiro. A impressão é que as coisas melhoraram (ou estão “menos pior”), mas o presidente tem em seu segundo mandato a grande chance de mostrar que realmente é um bom dirigente e pensar grande, pensar como um presidente do maior campeão nacional e que tem uma das melhores arenas do País.

Chega de refugos e jogadores sem personalidade. O palmeirense precisa de atletas que entendam o que é defender uma camisa tão pesada. Jogador que fica bravo quando perde, dá bronca em companheiro que erra, mas que também tem hombridade de “segurar a bronca” quando ele é o culpado. Chegou a hora dos dirigentes entenderem que a camisa não joga sozinha e que história é importante, mas é o passado. Caso não pense no presente, a história limitará apenas ao passado.
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