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2014: Corinthians tem privilégios, Palmeiras não

Luiz Prosperi

17 de fevereiro de 2011 | 12h26

O comando do Palmeiras precisa urgente de se entender. Mustafá Contursi pede em público o rompimento do contrato entre o clube e a WTorre, empreiteira que vai construir a Arena Palestra Itália. Do outro lado, o presidente Arnaldo Tirone, com um pé atrás, não pensa em uma ação tão radical assim. Garante apenas que examina, com ajuda de advogados, o contrato com a construtora. Mas adianta que não se tem muito o que fazer: ou se constrói a nova arena ou rompe o contrato e reconstrói o Palestra Itália.

Tirone tem razão. A WTorre já demoliu cerca de 80% do velho Palestra. Só a carcaça está de pé. Não dá mais para voltar atrás. E, se por acaso, o Palmeiras romper com a WTorre quem vai bancar a a reconstrução do velho Palestra? Voltaria toda aquela ladainha de trâmites legais, alvarás e licenças do poder público.

Enquanto isso, o Corinthians consegue isenção fiscal da Prefeitura para erguer o Itaquerão. Sem a cobrança total dos impostos (IPTU, ISS e ITIB), amplia o leque de empresas interessadas em investir no estádio corintiano para a abertura da Copa de 2014. O Palmeiras não teve esse privilégio da Prefeitura.

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