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Real e Barça, joguinho sem graça

Luiz Prosperi

17 de abril de 2011 | 01h49

Eu imaginei que Real Madrid e Barcelona disputariam um jogo inesquecível, daqueles de se guardar na memória e no coração. Pura ilusão. O clássico deste sábado, o primeiro da série de quatro, não encantou. Joguinho chinfrim!

Lá como aqui, os jogadores dos dois times passaram a maior parte dos 90, 94 minutos, discutindo. Gastaram o tempo para pressionar o assustado Nuñiz Fernadez, um árbitro engomadinho e sem personalidade.

Parte deste belecismo entre os dois times para cima do juiz se deu em função da proposta de jogo do Real Madrid. Que covardia! Jogando em casa, com chance da desforra daquele humilhante 5 a 0 no primeiro turno do Espanhol, o time de José Mourinho se contentou em se defender. E, para piorar, esperar um erro do temível adversário. Que pobreza!

Os jogadores de camisa branca escalados por Mourinho ergueram uma muralha para conter os ‘bárbaros’ do Barcelona, aqueles intrépidos baixinhos loucos para explodirem a fortaleza e desfrutar da liberdade de jogar bola.

Atormentados com a severa marcação os homens do Barça, se deixaram levar pelos nervos. Os soldados de Mourinho se deram por contentes ao se verem livres da avalanche azul-grená.

Então o jogo acabou 1 a 1, para tristeza dos que amam o futebol.

DE PRIMEIRA

“Sepp Herberger, técnico da Alemanha na conquista da Copa de 1954,  escreveu um conceito visionário: o futebol moderno se caracteriza por atacar e defender com a máxima eficiência. Não adianta fazer um time apenas com os talentosos, é preciso ter o carregador de piano”
Por Carlos Alberto Parreira, em junho de 2006.

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