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A banana de Gervinho aos racistas da Holanda

Luiz Prosperi

26 de fevereiro de 2015 | 21h29

Torcedores holandeses do Feyenoord jogaram uma banana de plástico gigante para cima de Gervinho, atacante da Costa do Marfim que atua pela Roma, no jogo de volta que definia vaga nas oitavas de final da Liga Europa nesta quinta-feira em Roterdã. A resposta de Gervinho: gol da vitória da Roma e uma “banana” aos fanáticos do Feyenoord.

O gol do africano eliminou o time holandês da competição. Serviu como um cala-boca aos vândalos e racistas que destruíram o centro de Roma na semana passada no jogo de ida entre os dois times e insistiram em desancar os italianos em território holandês. Foi um tapa na cara. A melhor retribuição que um jogador poderia dar contra essa onda de imbecis que vivem avacalhando o futebol.

Esse gol de Gervinho tem a mesma simbologia daquele gesto de Daniel Alves ao descascar e comer uma banana arremessada contra ele por um torcedor do Villarreal, em abril do ano passado.

Em vez do inconformismo diante do racismo cada vez mais latente nos campos de futebol, os jogadores começam a responder com a ironia e a bola na rede. Os bárbaros das arquibancadas que se lasquem.

Aliás, a Europa vive um momento de intolerância total nos estádios a ponto de se espalhar em todo o continente movimentos contra cânticos de terror nas arenas. Em algumas ligas locais, como Espanha e Itália, torcidas que difundem a violência em seus “hinos” são multadas até em 100 mil euros.

Evidente que a maioria delas não paga as multas. Pior, as facções estão se unindo em um manifesto único garantindo que não vão deixar de propagar o terror nos estádios.

O futebol perde sua graça e cada vez mais vira refém dos bárbaros.

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