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A bravata de Jorginho

Luiz Prosperi

19 de julho de 2011 | 18h00

“Nós fomos massacrados por não termos levado esses jogadores e hoje dá para ver o porquê. São jogadores de muita qualidade, mas tudo tem seu tempo e que eles vão chegar lá eu tenho certeza. Hoje alguns repórteres que nos malharam estão concordando que precisavam desse tempo e eu creio que é isso. Neymar, Ganso, Lucas e Pato, são jogadores de extrema qualidade técnica e eu tenho certeza que esses jogadores vão ser fundamentais para a Seleção em 2014”.

A declaração acima é de Jorginho, ex-auxiliar-técnico de Dunga na Copa do Mundo de 2010. O desabafo de Jorginho nesta terça-feira beira ao oportunismo. A bronca em cima de Dunga & companhia não era só pela não convocação de Ganso, Neymar e Pato. O treinador e seu escudeiro foram criticados por apostar em jogadores que não acrescentariam nada à Seleção Brasileira no Mundial.

Grafite, Josué, Julio Baptista, Michel Bastos, Gilberto, Elano, Felipe Melo, Gilberto Silva, Nilmar, sem falar nos goleiros Doni e Gomes, estavam no grupo de Dunga. Quando o treinador precisou deles, ficou na mão.

Falar agora, após o fiasco do Brasil na Copa América, que Ganso, Neymar e Pato não estavam prontos para a Copa de 2010 é voar em cima da carniça. Há um ano, Jorginho e Dunga tinham a convicção de que o grupo de jogadores que eles levaram para a África do Sul voltaria campeão. Não foram além das quartas de final.

Um pergunta: que fim levaram Grafite, Josué, Michel Bastos, Gilberto…? La Nave Va

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