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A desatenção de Rogério Ceni

Luiz Prosperi

14 de fevereiro de 2013 | 12h42

Um goleiro de 40 anos, dono absoluto da situação e com vasto currículo não se pode deixar levar por uma desatenção em jogo de alto valor internacional. Para resumir a conversa, Rogério Ceni não poderia se descuidar de Ronaldinho Gaúcho nem em um sonho.

Pois bem, o goleiro do São Paulo, em vez de cuidar da sua fortaleza, preferiu matar a sede do meia do Atlético-MG oferecendo uma garrafa d’água ao craque no instante em que a defesa do Tricolor se arrumava para um simples lateral a ser cobrado por Marcos Rocha. Deu no que deu: gol do Galo.

Ceni deveria ter alertado seus zagueiros para o perigo iminente. Contemplou o cenário e não entrou em cena, assim como seus pares de defesa do São Paulo. Viu Ronaldinho aproveitar o vacilo e construir o gol de Jô.

A desatenção de Ceni custou caro, assim como o impulso da altura de uma lâmina de gilletti de Rhodolfo no gol de Réver. Aliás, o São Paulo vai sofrer na Libertadores se insistir com Rhodolfo na zaga. Trata-se de um zagueiro fraco.

E outro detalhe: Ney Franco tem de arrumar uma solução para usar Ganso. De nada adianta se agarrar aos números e avaliações da comissão técnica. Ganso tem de jogar e Ney Franco que se vire.

Irresístivel
O rebaixamento da Mancha Verde no Carnaval de São Paulo, motivo de piadas, foi bom para o time do Palmeiras. Que moral a torcida vai ter agora para cobrar, às vezes com truculência, os jogadores pelos resultados ruins?

Quem semeia ventos colhe tempestades.

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