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Os erros de Tite no Corinthians

Luiz Prosperi

12 de setembro de 2013 | 01h29

Campeão absoluto em 2012, o Corinthians errou quase tudo no planejamento para 2013. Apostas que pareciam grandes tacadas se revelaram um engodo. Tite tem parcela nesse equívoco. Na função de comandante do processo ele deveria se impor,  se é que não se impôs, mas concordou com tudo. O resultado desse erro é a campanha indolente do time no atual Brasileirão.

Vamos aos erros. O mais palpável foi apostar nos trintões que na temporada passada já davam sinais de fadiga. Emerson, Douglas, Danilo Fabio Santos e Alessandro, pilares do time de 2012, não teriam condições de sustentar a casa um ano depois.

Evidente que sentiriam o peso nas costas. Se foram bem no primeiro semestre, com as conquistas do Paulistão e da Recopa, não teriam pulmão para encarar o longo e desgastante segundo semestre no Brasileirão com adversários mais capacitados do que no Paulistão, técnica e fisicamente.

Por recomendação de Tite, eternamente grato a eles pela conquista do Mundial de Clubes, os “trintões” não poderiam perder espaço no clube. Enquanto contavam com a força e o futebol de alto quilate de Paulinho, esses veteranos sobreviveram. Foi só Paulinho sair para a casa cair.

Tite certamente deu OK para as contratações de Renato Augusto, Ibson, Pato e Maldonado. Os quatro têm históricos de lesões constantes e na somatória geral ficam mais fora de combate do que em campo. E quando emplacam uma sequência boa de jogos são lembrados para voos mais altos, como Pato convocado para seleção brasileira. E daí desfalcam o time. Veja o caso de Pato. E por tabela de Paolo Guerrero no Peru.

Não faz tempo, Mano Menezes apostou em veteranos (Iarley, Tcheco, Roberto Carlos, entre outros) em 2009 e seu plano virou ruína na Libertadores de 2010 ao ser eliminado pelo Flamengo no Pacaembu.

Sem a carga total dos trintões nos jogos e o vai e vem dos reforços, o Corinthians vira um time comum. Até porque, a grande sacada de Tite é a intensidade na marcação e bote no adversário. Isso exige um time inteiro do ponto de vista físico. Tite cobra essa gana dos veteranos e dos mais novos, como Romarinho que se mata para ajudar na marcação e atacar sem grandes feitos.

Outro problema que se escancara a cada dia é o fato de Tite empurrar a renovação do seu contrato o quanto pode. Ele só fica se o Corinthians conquistar uma vaga na Libertadores. Tradução: o Corinthians só vale para Tite se o time chegar à Libertadores em 2014. Essa desconfiança contamina o clube.

O interesse de Tite, por enquanto, está acima dos anseios do Corinthians. Daí a pífia campanha no Brasileirão para quem largou como favorito ao título e hoje se contenta em brigar por vaga no G-4. E olha lá.

 

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