As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A lição de Marcos Assunção

Luiz Prosperi

29 de setembro de 2010 | 22h20

Ninguém bate faltas no Brasileirão 2010 como Marcos Assunção do Palmeiras. Ele fez cinco gols de falta, com força e precisão. É o símbolo da mudança de um time que vivia na agonia, sem esperança. Os goleiros já tremem quando Marcos Assunção pega a bola, a enxuga por baixo da camisa e acomoda na grama como uma bala de canhão. É certeza de chumbo grosso, no alvo. Na noite de quarta-feira, mandou dois balaços na meta do assustado Renan, do Internacional, e deu a terceira vitória consecutiva ao Palestra.

Marcos Assunção, aos 34 anos, é uma lição aos jovens jogadores que pouco treinam os fundamentos. Não se cansa dos exercícios diários na Academia de Futebol. Seu aproveitamento nas cobranças de faltas é superior a 80%. Ele não é o camisa 10 do Palmeiras, mas é da estirpe de quem usa esse número.

Aliás, o Brasileirão 2010 tem sido pródigo dos camisas 10. É só dar uma espiadinha no Cruzeiro. Lá tem um tal de Montillo. O Fluminense tem Conca. O Inter, D’Alessandro. Palmeiras, Valdivia. O Corinthians de Bruno César. O Santos teria Paulo Henrique Ganso, não fosse a inesperada lesão no joelho. Os que não têm um bom maestro padecem, sofrem para pensar o jogo.

Se os camisas 10 sobram nesse campeonato, os camisas 9 estão em falta, em baixa. No ano passado, eles eram os donos da competição. Ditavam moda. Casos de Ronaldo, em forma, Adriano, Love, Fred, Nilmar, Keirrison, Kléber, Washington, Max Lopez, Obina, Diego Tardelli… uma penca de bons goleadores.

Sumiram os goleadores, que vivem de migalhas e sobras na grande área, e voltaram os que encantam. Assim, o futebol fica mais vistoso.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.