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A lição de Muricy

Luiz Prosperi

05 de dezembro de 2010 | 21h54

Muricy Ramalho fecha o ano como o melhor treinador do Brasil. Disparado. Pegou um time fraco, desorganizado e com muito dinheiro. Ganhou alguns craques que pouco jogaram. Apostou suas fichas no baixinho Conca e transformou o Fluminense numa equipe valente, sem brilho.
Esteve na liderança em 22 das 38 rodadas.

Muricy convenceu seus atletas que o importante era o comprometimento de todos por uma causa. Em nenhum momento do campeonato, o time encantou.
Mas também não passou por grandes derrapadas. Seguiu na toada de Muricy, um técnico que teve coragem de negar a Seleção Brasileira para não quebrar a palavra dada ao Fluminense. Nos últimos cinco anos só deu Muricy.

Sem brilho
O Brasileirão 2010 teve bons jogos, nenhum time encantador e uma arbitragem horrível. Aliás houve uma queda de qualidade acentuada entre os árbitros. Erros grosseiros e alguns até suspeitos que mudaram a história de muitas partidas importantes.

No campo de jogo, muita correria, força física, marcação implacável e pouco talento. Quase não se viu um jogador de fino trato. Por isso os argentinos Conca, Montillo e D’Alessandro se sobressaíram. Astros consagrados como Marcos (Palmeiras), Ronaldo e até Deco pouco jogaram nas 38 rodadas.

E no final da história a falta de caráter de alguns jogadores e de boa parte dos torcedores na série de partidas marcadas pelo entreguismo

Paulistas em apuros
O cenário para 2011 no futebol paulista não é muito animador. A queda do Corinthians, que vai ter de disputar a Pré-Libertadores, deve inibir o apetite do clube em montar um time forte. São Paulo e Palmeiras, pendurados nas Copas do Brasil e Sul-Americana, não mostram a menor ambição em fortalecer suas equipes.

A boa novidade pode ser o Santos, que apresentou Elano ontem. Com Arouca, Elano, Ganso e Neymar o time santista tem tudo para emplacar na Libertadores.
Seu grande adversário deve ser o Internacional, que ainda luta pelo título do Mundial de Clubes da Fifa.

A vida não vai ser fácil para os quatro paulistas no Brasileirão de 2011. Acabou a festa.

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