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A lição de Rogério Ceni

Luiz Prosperi

07 de setembro de 2011 | 21h19

Rogério Ceni arrastou pouco mais de 60 mil torcedores ao Morumbi nesta tarde de quarta-feira. Uma comunhão do ídolo com os fãs. A maioria foi até lá para festejar o jogo de número mil do goleiro e, se possível, sair do estádio com a liderança do Brasileirão.

Deu tudo certo. Ceni bateu novo recorde e o São Paulo assumiu a ponta da tabela ao bater o Atlético-MG por 2 a 1. A celebração no Morumbi é a prova definitiva de que o futebol depende, e muito, de seus ícones. Sempre que um jogador transcende o lugar comum, a idolatria é incontestável.

Rogério Ceni tem este perfil. Ele descobriu logo cedo na sua carreira que para vencer teria de ser diferente dos outros. Poucos jogadores conseguem enxergar além dos cadarços de suas chuteiras. Por isso mesmo passam anos no limbo, até desaparecerem por completo dos gramados.

Mas não basta ser ídolo. Quando se sobe ao pedestal nunca mais pode descer. Alguns não conseguem e transformam suas vidas em miséria. Outros tornam-se amigos da sarjeta. E outros são tragados pelo álcool.

Por enquanto, Rogério Ceni é um símbolo de entrega ao futebol. Que muitos outros sigam a sua lição.

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