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A mordida de Suárez e o adeus de Pirlo

Luiz Prosperi

24 de junho de 2014 | 15h28

Luis Suárez consagrou o Uruguai na jornada épica diante da Inglaterra no Itaquerão com os dois gols que fizeram renascer o Fantasma. Quase uma semana depois, Luisito por pouco não arruinou a Celeste ao morder o ombro de Chiellini nesta quarta-feira em Natal. Morder é uma das preferências do atacante uruguaio que já sofreu punições graves no futebol europeu por esse hábito draculiano.  

Tivesse o árbitro percebido a dentada e Suárez teria sido expulso e deixaria Uruguai e Itália com o mesmo número de jogadores em campo – uma vez que Marchisio havia sido expulso, até com certo rigor pelo árbitro mexicano ao cravar os cravinhos da sua chuteira em canela do sul-americano. Isso não quer dizer que o jogo poderia acabar empatado, resultado que levaria a Itália às oitavas de final.

Suárez continuou em campo. A Itália sofreu gol de Godín, sempre ele, e aí foi buscar o gol salvador. Gol que passou longe da Azzurra. A esquadra italiana passou dois jogos muito longe da ambição de um gol. Em dois jogos (Costa Rica e Uruguai) criou apenas uma chance – pouco para quem pensava em fazer história no Brasil.

O Uruguai agora vai medir forças com a Colômbia na Copa das Copas que fica com cara de Copa América. Vai precisar de Luisito Suárez, sem os dentes afiados e com a alma da Celeste, e desse zagueiro predestinado de nome Godín. Agora é esperar pela Fifa se Suárez vai ser punido pela dentada.

A Itália volta para casa como na Copa de 2010, sem deixar saudade. Pena para quem gosta de futebol por não poder desfrutar um pouco mais do extraordinário Pirlo e desse espetacular Buffon.  Copa do Mundo sem Itália na fase aguda fica mais pobre. Sem Pirlo, então, fica menos elegante.

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