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A soberba do Corinthians

Luiz Prosperi

17 de fevereiro de 2013 | 21h06

Indolente após o gol de Emerson Sheik e com pose de infalível até sofrer o empate (gol de Vilson) no clássico, o Corinthians por pouco não saiu do Pacaembu derrotado pelo Palmeiras.

Tite vai ter de chamar sua turma para um conversa. Não se pode fazer da qualidade de um campeão mundial um prato de soberba. Em alguns momentos do jogo, o time não deu a mínima importância ao esforço e suor derramado pelos jogadores do Palestra. A sensação era de que a vitória era uma questão de tempo.

Assim, de salto agulha, o Corinthians viu o eterno rival crescer e tomar conta do Pacaembu. Viu o inimigo virar o clássico e perder boas chances para ampliar a vantagem. E só entendeu o que estava acontecendo quando Romarinho entrou para roubar a cena e acordar seus companheiros. Pouco para um campeão.

Do outro lado, sobrou orgulho. O pulverizado Alviverde vai, aos poucos, se reinventando. Deu um bom sinal neste domingo e um passo gigantesco rumo a um novo tempo. Só não pode cair na tentação de que já encontrou o caminho. Muitas pedras ainda têm de ser removidas na longa travessia.

PERDIDO
Neymar, parece, anda no mundo da lua. A cada jogo, uma tintura e um corte novo de cabelo como se tudo isso fosse necessário para seu extraordinário futebol luzir ainda mais. O craque não precisa desses artifícios. Precisa mesmo é de cabeça no lugar e não se deixar enganar mais do que já o enganaram. Seu lugar é a galeria dos grandes lá fora e não aqui, onde é caça dos botinudos.

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