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A vez de Felipão

Luiz Prosperi

17 de julho de 2011 | 20h14

A situação de Mano Menezes na Seleção não é tão confortável como ele imagina. Apesar de polido, um pouco educado, ele não deve emplacar no comando do time até o final deste ano. Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo, nesta ordem, têm a preferência de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

Mano, na avaliação de gente próxima de Teixeira, não tem estofo para conduzir a Seleção em águas calmas até 2014. Falta ao treinador experiência e costa larga para suportar a pressão e fazer o time andar.

O presidente da CBF gosta de técnicos de pulso forte. Por isso insistiu com Dunga por longos quatro anos. Bancou Felipão em 2002 e, antes, até Luxemburgo, que pagou a conta com a CPI do Futebol que tirava o sono de Teixeira. Bom lembrar que o cartola também se afeiçoou a Parreira e Zagallo, homens de confiança de João Havelange, mentor de Teixeira.

Voltando aos dias de hoje, Teixeira costuma sentir a preferência popular para eleger o técnico da Seleção. Nas enquetes da semana, o nome de Muricy Ramalho é uma barbada. Mas Muricy já disse não à CBF. Sobram Felipão e Luxemburgo.

Teixeira gosta muito de Felipão, último campeão do mundo. Antes de demitir Dunga,com a Copa de 2010 em andamento, o presidente da CBF se reuniu com Felipão para reconduzi-lo ao comando da Seleção. O treinador aceitou o convite, desde que o Palmeiras o liberasse e que Parreira fosse o coordenador. Teixeira não gostou dessa ideia de ter Parreira de volta.

Assim, Felipão saiu do páreo. Muricy entrou forte até dizer não. Teixeira ficou com medo de apostar em Luxemburgo, que ia mal no Atlético-MG, e recorreu a Mano Menezes. Agora o presidente deve refazer o caminho.

O primeiro da lista é mesmo o Felipão. Luxemburgo corre por fora, mas com força. Teixeira já disse ao treinador do Flamengo que tem uma dívida com ele desde a CPI do Futebol em 2000.

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