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A voadora de Felipe Melo no futebol turco

Luiz Prosperi

23 de setembro de 2013 | 12h42

Felipe Melo é um destemido. Na seleção brasileira não pensou duas vezes para dar um carrinho, daqueles para quebrar o adversário, em Robben, da Holanda. Foi expulso e deu um enorme prejuízo ao Brasil que acabou eliminado pela seleção holandesa nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Acostumado a comemorar seus gols imitando um pitbul, Felipe Melo continua incorrigível.

Neste domingo, o volante exagerou. No clássico turco entre Besiktas e Galatasaray, Felipe Melo provou a ira desmedida dos torcedores. Seu time, o Galatasaray perdia por 1 a 0 e conseguiu a virada por 2 a 1 no estádio do Besiktas que, por ordem da Federação Turca, só tinha torcedores do Besiktas. Virada nos minutos finais, para desespero dos donos da casa. Quando o juiz se preparava para o apito final, Felipe Melo deu uma voadora em Ramon, ex-Corinthians, do Besiktas.

O juiz não teve dúvidas e expulsou Felipe Melo. O “pitbul” não aceitou o cartão vermelho e partiu para o bate-boca com adversários, árbitros provocando uma confusão generalizada. A caminho dos vestiários, conduzido por dirigentes do seu time, Felipe Melo tirou a camisa e a exibiu em nítida provocação aos torcedores do Besiktas. Não deu outra. Revoltados, os milhares de torcedores invadiram o campo e partiram para um quebra-quebra sem fim. O estádio só voltou ao normal quando pelo menos mil policiais entraram em campo para colocar ordem na casa.

Felipe Melo é um bom jogador. Teve papel importante na seleção brasileira de Dunga na Copa de 2010, para o bem e para o mal. Colaborou, e muito, para a queda do time de Dunga no Mundial da África do Sul.

Se jogasse só bola, Felipe Melo poderia até ser lembrado como um grande jogador. Como, parece, prefere a ira de um pitbul, vai entrar para a galeria dos que tratam o futebol como um esporte de vida ou morte.

 

PARA LEMBRAR

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