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Acomodados, Mano e Muricy não saem do lugar

Luiz Prosperi

11 de maio de 2014 | 19h02

Qual a contribuição de Mano Menezes ao Corinthians nesses cinco meses de sua segunda gestão no clube? Por enquanto, nenhuma. Eliminado na primeira fase do Campeonato Paulista, o time não evoluiu no Brasileirão. Ah, mas estava há sete jogos sem sofrer gols… E daí? Quando foi campeão brasileiro com Tite em 2011, o time também não levava muitos gols. Ou seja, tudo o que Mano fez foi repetir a fórmula de marcar forte, beliscar um gol e ficar por uma bola para decidir o jogo a seu favor.

Neste domingo, no clássico contra o São Paulo, Mano insistiu nessa toada. Disse, de novo, que estava por uma bola para liquidar o jogo a seu favor, recuou como um covarde e saiu de Barueri escomungando o empate. Mano, parece, parou no tempo desde que voltou da seleção brasileira. Na sua planilha de jogo prevalece o medo de vencer, por isso a insistência na marcação a ferro e fogo. É um estilo. Pobre, mas é um estilo.

O que fez Muricy Ramalho no São Paulo nos últimos cinco meses? Quase nada. Caiu na segunda fase do Paulistão, não encanta na Copa do Brasil e no Brasileirão não fez nada de diferente até aqui. Fica às turras com Paulo Henrique Ganso e não encontra solução para dar algo mais ao time.

No clássico contra o Corinthians não fosse a disposição de Paulo Henrique Ganso em busca de uma saída e a derrota era o destino. Muricy deu sorte porque Mano abdicou da vitória, recuou seu time e, por tabela, obrigou Ganso a reinventar o São Paulo, um time previsível com Oswaldo na esquerda, Ademílson na direita e Luis Fabiano centralizado. Os laterais batendo cabeça com Oswaldo e Ademílson. E na criação o solitário Ganso. Mas, como o craque tem o poder de decidir, ele criou um jeito para servir Luis Fabiano que, faro vivo de gol, empatou o jogo.

Nem Mano nem Muricy foram os protagonistas do clássico, um jogo morno em campo acanhado que não acrescentou nada na história desse confronto de gigantes. Nada muito diferente do que se tem presenciado no futebol brasileiro nos últimos anos: técnicos muito bem remunerados, sem novas propostas de estilo e escravos do jogo comum. Pobre torcedor.

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