Arbitragem no Brasileirão 2015:  cadê o ladrão?
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Arbitragem no Brasileirão 2015: cadê o ladrão?

Cresce a insatisfação dos clubes contra os árbitros no campeonato nacional e a CBF não reage, apenas promete punir os errantes

Luiz Prosperi

18 Agosto 2015 | 17h20

Clubes pressionam a CBF cada vez mais contra a arbitragem neste Brasileirão 2015. De simples notificações, nomeando erro a erro dos árbitros, até reuniões com dirigentes do alto escalão da entidade. Atlético-MG, Flamengo, Sport, Atlético-PR e Palmeiras já se manifestaram. Tudo que a CBF tem feito até agora é a promessa de escalar os melhores juízes e ensaiar a punição mais pesada aos que cometerem erros graves nos próximos jogos.

Essa bronca de alguns clubes põe em risco um acordo que está sendo costurado entre os presidentes para assumir as rédeas dos principais campeonatos do País, com anuência da CBF. Veja o caso de Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético-PR e um dos principais opositores a Marco Polo Del Nero. Diz o Petraglia que a CBF, por ser inteira comandada por dirigentes paulistas, está manipulando a arbitragem do Brasileirão a favor dos clubes de São Paulo.

Do outro lado da ponta, Andrés Sanchez, superintendente de futebol do Corinthians, diz que é ridículo acusar a arbitragem de apitar a favor de seu clube. Sanchez lembra que é inimigo figadal de Del Nero e, dessa forma, o Corinthians seria o último clube a ser beneficiado pela CBF.

Da parte dos árbitros, mais choradeira. Resmungam porque perderam o direito de arena com a lei Profut, aprovada pela presidente Dilma Rousseff, que poderia render ao colegiado cerca de R$ 8 milhões.

E, de uma forma quase silenciosa, questionam o destino do dinheiro que a CBF arrecada com a venda de patrocínio das camisas que eles, árbitros, usam nos jogos. Dinheiro este que poderia entrar nas taxas de arbitragem pagas pela CBF aos apitadores rodada a rodada.

Na CBF não há um comunicado sobre os valores deste patrocínio, muito menos para onde vai essa verba.  No site da entidade, no tópico de arbitragem, o último comunicado da Ouvidoria, datado de março de 2015, é um alerta da Fifa e Interpol sobre os perigos da manipulação de resultado em jogos de futebol (leia ao final desse post).

Os árbitros continuam errando à beça e devem repetir os erros até o fim deste Brasileirão 2015. Walter Feldman, secretário-geral da CBF, diz que Sérgio Correa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, está prestigiadíssimo.

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