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Árbitro Paulo Cesar no paredão

Luiz Prosperi

28 de abril de 2011 | 17h27

As semifinais do Campeonato Paulista sofreram um duro golpe com caso do sorteio de Paulo Cesar de Oliveira para apitar Palmeiras e Corinthians. O jogo que poderia ser épico agora é alvo de suspeita.

A Federação Paulista deveria ter tirado Paulo Cesar do clássico após a denúncia do Jornal da Tarde de que ele seria o juiz do jogo antes mesmo do sorteio. Como seus dirigentes bateram o pé, vai sobrar para o homem do apito.

Paulo Cesar é íntegro. Pertence ao rigoroso quadro da Fifa. O problema é que sempre, nos grandes jogos, costuma produzir uma série de polêmicas.

No domingo, quando ele desembarcar no Pacaembu, certamente vai sofrer o assédio da imprensa e uma enorme pressão das duas torcidas. Vai ser a prova de fogo de Paulo Cesar de Oliveira. Nunca, na sua longa carreira, ele terá um desafio tão instigante como este clássico de domingo.

O juiz que não tem culpa de nada  vai para o paredão. Os abutres aguardam apenas o coitado ser abatido para devorá-lo. Coisas do nosso futebol. E nada de novo.

DE PRIMEIRA
“Estão falando em erro de direito, mas não houve nada disso. O que houve mesmo foi erro de Mobral. Agora, comigo erraram dezenas de milhares de pessoas que viram o jogo. Não apareceu ninguém, mas ninguém para me dizer nada. Só depois de quinze minutos vieram me alertar.”
Por Armando Marques, árbitro da final do Campeonato Paulista de 1973, reconhecendo o erro na contagem dos pênaltis ao encerrar as cobranças  quando o Santos vencia a Portuguesa por 2 a 0 – a Lusa tinha mais dois pênaltis para cobrar e poderia empatar a disputa. A Federação decidiu então dividir o título entre Santos e Portuguesa – em 28/8/1973

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