Árbitros e clubes são punidos pela CBF no Brasileirão 2015
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Árbitros e clubes são punidos pela CBF no Brasileirão 2015

Afastar juiz que erra em lances decisivos é uma punição aos times e não aos apitadores

Luiz Prosperi

03 de setembro de 2015 | 19h33

Quando a CBF reconhece que determinado árbitro errou em um jogo e o afasta por no máximo três rodadas do campeonato, a entidade não leva em conta aí os pontos perdidos pelo time que foi prejudicado. Na verdade, a punição é ao árbitro e ao clube. Evidente que não é possível repassar os pontos ao time, digamos, surrupiado pelo juiz, sob pena de comprometer a competição. Mas alguma coisa teria de ser feita.

Veja, por exemplo, os casos dos erros absurdos cometidos na última rodada do Brasileirão 2015. O Corinthians talvez não teria somado três pontos e sim um contra o Fluminense se o gol de Cícero fosse validado ao time carioca. A Ponte também poderia ter conquistado um ponto diante do Cruzeiro se o gol de Borges tivesse sido computado. O Palmeiras poderia ter tido melhor sorte contra o Goiás com o gol de Lucas Barrios, anulado, e um pênalti não marcado a seu favor quando jogo estava 0 a 0. E, por fim, o Atlético-MG estaria nos calcanhares do Corinthians se o jogo diante do Atlético-PR fosse apitado com lisura.

Com todos esses pontos distribuídos a quem de direito nessa 22.ª rodada e outros mais em jogos cruciais, certamente o Brasileirão estaria mais equilibrado. Nada contra o Corinthians, que tem jogado muito bem e, com méritos, está na liderança da competição.

Como a CBF não vai anular os jogos e apenas afastar árbitros medíocres, nada vai mudar no reinado de Marco Polo Del Nero.

Cabe aos clubes uma ação mais enérgica. Unidos, eles poderiam cobrar da CBF atitudes concretas contra a enxurrada absurda de erros da arbitragem. Outra saída seria recorrer ao STJD e pedir a revisão dos jogos, uma vez que as falhas interferiram diretamente nos resultados das partidas.

Esperar união dos clubes é o mesmo que fundir água e óleo. Os dirigentes das agremiações não têm força nem sequer para tirar Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, do comando. Corrêa foi árbitro lotado na Federação Paulista entre 1989 e 2000. Apitou pouco mais 680 jogos. Está na CBF desde a época de Ricardo Teixeira. E tem a confiança de Marco Polo Del Nero.

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