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Argentino não tem culpa da incompetência do São Paulo

Derrota para o The Strongest escancara fragilidade do Tricolor

Luiz Prosperi

17 de fevereiro de 2016 | 23h20

Técnico argentino não é sinônimo de bom desempenho na Libertadores. Não adianta trazer um campeão lá de fora se quem está aqui dentro não tem qualidade suficiente para resolver os problemas do time. É o caso do São Paulo. Apostou no competente Bauza e, em contrapartida, não reforçou a equipe com pelo menos dois a três jogadores indiscutíveis.

Gastar com Kieza, sustentar Centurión e jogar as fichas em dois jogadores com as horas contadas – como Calleri e Maicon – e com prazo de validade, são riscos desnecessários. Sem falar em Diego Lugano, outra incógnita das incógnitas diante do seu passado recente em clubes inexpressivos.

Há também de se olhar para alguns jogadores desfibrados, como Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos, com Wesley ali de sobreaviso. Um trio que poderia ser o condutor do time, mas que joga no limite da indolência e prepotência.

Bauza, com esse plantel à disposição, vai ter mais trabalho do que imaginava quando assumiu o desestruturado São Paulo, dentro e fora de campo. Por mais boa intenção que tenha, o treinador argentino vai ter de cavucar muito no CT em busca de uma pepita de ouro.

A solução, quem sabe, pode ser alguns garotos da base, mesmo diante do velho chavão de que jogados aos leões podem não sobreviver.

Há muito tempo habita a desesperança no Morumbi. O colegiado do poder, por enquanto, pensa mais em seus umbigos a dar ao torcedor um time de respeito. É de doer. E agora nem mais Rogério Ceni pode assumir o papel de salvador ou sustentar nas costas o peso da incompetência de quem comanda o São Paulo.

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