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As sombras de Luxemburgo e Mano Menezes

Luiz Prosperi

20 de setembro de 2013 | 15h48

Palmeiras e Corinthians vivem momentos de fervura nos bastidores. O que está em jogo é a troca de comando dos times em 2014 ou, bem provável, antes mesmo do fim da atual temporada. Gilson Kleina e Tite estão no centro do furacão.

Navegando em águas calmas na Série B, o Palmeiras não teria motivos para enfrentar uma onda de boatos a respeito do futuro do seu atual treinador.

Para colocar um fim nas especulações bastava ao presidente Paulo Nobre e seu escudeiro José Carlos Brunoro declararem que em 2014 o time terá um novo comandante. E que Vanderlei Luxemburgo é sim um dos candidatos. Se o Luxemburgo está descartado, então Nobre e Brunoro deveriam colocar um ponto final nessa história.

Os dois se calam. Kleina, atordoado, revela até que recebeu uma ligação de Luxemburgo garantindo que não foi convidado para dirigir o Palmeiras em 2014. Diz Luxemburgo que seu foco é o Fluminense. Não é bem assim.

O clube Fluminense não quer Luxemburgo em 2014, mas a patrocinadora Unimed quer. E no final do ano haverá uma nova eleição presidencial. Luxemburgo não quer viver a incerteza que viveu no Grêmio quando o clube gaúcho trocou de presidente elegendo Fabio Koff que não queria Luxemburgo no comando do time. Deu no que deu.

Aos amigos mais próximos, Luxemburgo não esconde que o Palmeiras é o melhor projeto para 2014. Por ele, teria assumido o time tão logo deixou o Grêmio. Como não recebeu o convite, foi para o Fluminense.

Quanto ao Corinthians, as águas andam revoltas. Tite ainda comanda a embarcação, mas está no meio de um tiroteio entre o presidente Mario Gobbi e seus principais assessores, que começam a se aproximar de Andrés Sanchez.

Gobbi, parece, não ficou nada satisfeito com o gesto de Andrés que levou o ex-presidente Alberto Dualib para conhecer o Itaquerão. A visita de Dualib ganhou as redes sociais. Andrés, ao que consta, ainda não levou Gobbi para uma visita midiática ao Itaquerão.

Esse desencontro entre os grandes cartolas atinge Tite. No campo, o time não responde. Tite não consegue mais tirar sangue das veias dos jogadores. E Mano Menezes está livre na praça. Quando Mano deixou o Corinthians para assumir a seleção brasileira, Andrés Sanchez chorou em público. Os dois se encontraram depois na CBF. Mano caiu na seleção e Andrés, em solidariedade, pediu o boné deixando também a CBF.

As sombras de Luxemburgo e Mano encobrem Palmeiras e Corinthians.

 PARA LEMBRAR (1) -veja Luxemburgo ao lado de Paulo Nobre


 

PARA LEMBRAR (2) – veja Mano ao lado de Andrés Sanchez

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