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As unhas de Messi

Luiz Prosperi

10 de abril de 2013 | 18h11

O jogo Barcelona x Paris Saint-Germain começa no Camp Nou nesta quarta-feira. A multidão azul-grená procura e não vê Lionel Messi entre os 22 jogadores em campo. O argentino está sentado na primeira fila do banco de reservas. Apenas cerca de 5 metros separam o craque da linha de jogo. Apesar do otimismo, os barcelonistas estão apreensivos. Como o Barça se comportaria sem o seu craque, o melhor do mundo?

A bola rola. As câmeras da tevê, entre um lance e outro, captam a aflição de Messi como um bom aluno querendo participar da prova na primeira carreira de carteiras na sala de aula. Melhor, captam a imagem do argentino como se fosse um moleque louco para jogar a pelada, mas impedido de atuar pelo o dono do time.

Sem ação, Messi passa a roer as unhas. Primeiro as dos dedos da mão direita nos intermináveis 45 minutos iniciais do jogo. No placar, 0 a 0. Menos mal porque o resultado era favorável ao Barça. Xavi e Iniesta davam conta do recado.

Vem o segundo tempo. E outro argentino impõe um silêncio absoluto ao Camp Nou logo de cara. Aos 5 minutos, Pastore faz PSG 1 a 0. Messi detona as unhas dos dedos da mão esquerda. O estádio vem abaixo quando Tito Vilanova chama o baixinho, que passa a se aquecer.

Aos 16, Lionel entra em campo. Ele precisou de apenas 9 minutos para definir o jogo. Em jogada de puro talento desmontou a marcação do time francês, serviu Villa que escorou para Pedro fuzilar Sirigu. Barça 1 a 1 PSG.

Dali para frente o Camp Nou trocava a aflição pela alegria. Messi pediu calma aos seus. Ele não tinha pernas para jogar, vítima de uma lesão muscular no jogo de ida em Paris há uma semana. Os companheiros atenderam ao craque e passaram a tocar a bola, gastar o tempo.

Os valentes jogadores do PSG, escorados em boa estrutura tática armada por Carlo Ancelotti, bem que tentaram o segundo gol. Não conseguiram. Não havia como se descuidar de Messi, um perigo constante, um tormento. O tempo escorreu e o Barcelona garantiu vaga ‘a semifinal ao lado do Real Madrid, Bayern Munique e Borussia Dortmund.

Favorito ao título? Difícil prever. Se Messi jogar e não ficar no banco roendo unhas no banco, o Barça larga com ligeira vantagem. Os quatro times são fortíssimos, mas só o Barça tem Lionel.

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