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Assis, o mercador

Luiz Prosperi

06 de janeiro de 2011 | 22h02

Os clubes interessados em Ronaldinho Gaúcho não imaginaram que encontrariam pela frente um negociador hábil, de muita visão, como Assis. O irmão e agente do craque não costuma perder as paradas quando se trata do futuro do mano. Por isso a novela se arrasta.

Tem sido assim desde que Ronaldinho deixou o Grêmio em 2001. Naquela época, escorado em um advogado tarimbado de Porto Alegre, de nome Sérgio Neves, Assis conseguiu tirar seu irmão de graça do Grêmio. Levou o craque para o PSG da França que, mais tarde, desembolsou US$ 5 milhões ao clube gaúcho por ordem da Fifa. O PSG, por obra de Assis, pagava um salário absurdo para Ronaldinho.

Do PSG, Ronaldinho pulou para o poderosíssimo Barcelona. Também outra obra de Assis ao lado de Sandro Rosell, hoje presidente do Barça, mas que na época era apenas um diretor do clube e homem forte da Nike na Seleção Brasileira. Assis fez uma boa dobradinha com Rosell e amarrou em belo contrato entre Ronaldinho e o clube espanhol.

E por último, Assis também trabalhou muito bem para tirar Ronaldinho do Barça. Seu irmão já não queria nada com nada. Mesmo assim Assis conquistou Silvio Berlusconi, presidente do Milan, que pagou 25 milhões de euros ao Barcelona para levar Ronaldinho ao Milan – salários de 8 milhões de euros por ano. Berlusconi, encantado com Ronaldinho, disse que o craque encerraria a carreira no Milan. Dois anos depois da empreitada, Ronaldinho saiu do clube italiano pelas portas do fundo quase que de graça para jogar no Brasil.

Agora Assis vende caro a sua preciosa mercadoria para Grêmio, Palmeiras e Flamengo. E vai embolsar pelo menos R$ 1 milhão, a fundo de participação, na transferência do seu irmão querido para um dos três clubes brasileiros. Assis não é fraco.

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