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Barcelona e o trauma de brasileiros

Luiz Prosperi

12 de dezembro de 2011 | 21h00

Em meados de dezembro de 1992, o Barcelona desembarcou em Tóquio cheio de pose. Enfrentaria o São Paulo pela decisão da Copa Toyota, mais conhecida por Mundial de Clubes. O time espanhol era dirigido pelo empertigado, mas um mestre da bola, Johan Cruyff. Era um timaço com Stoichkov, Laudrup, Koeman e o jovem volante Guardiola.

Eles, aparentemente, não davam bola para a Copa Toyota, digo Mundial. Enviado especial pelo Estadão e JT ao Japão, vi que Cruyff não estava preocupado com o São Paulo e Telê Santana, já um ícone do futebol brasileiro. O treinador holandês e seus pupilos estavam ali apenas para cumprir com a obrigação.

No jogo, Stoichkov abriu a contagem e depois o craque Raí virou com dois gols. São Paulo campeão – naquela época era um jogo só entre o campeão da América do Sul e o da Europa. Cruyff, parece, não saiu aborrecido de Tóquio, apenas com a crista mais baixa.

Em 2006, eu não fui ao Japão para ver a derrota do Barcelona para o Internacional – 1 a 0, gol de Adriano Gabiru –, que valeu o título ao clube brasileiro. Pela televisão deu para perceber a cara de tacho de Ronaldinho Gaúcho, então o “Deus” do time espanhol.

O mesmo Barça chegou com tudo no Japão nesta semana. Deve medir forças com o Santos. Dessa vez dá mostra de que vem com apetite pelo Mundial de Clubes, ex-Copa Toyota, com chancela da Fifa.

Guardiola hoje é o comandante da sinfônica espanhola. Em 92, ele sentiu na pele o quanto é ruim ser derrotado por um time brasileiro. Se naquela época Raí fez a diferença, agora Neymar vem aí.
Bom, mas Messi também não é Stoichkov.

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