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Bayern toma lugar do Barcelona

Luiz Prosperi

23 de abril de 2013 | 20h56

Torcedores do Barcelona se perguntam agora o que fazer para reverter os 4 a 0 que o indestrutível time espanhol levou do Bayern de Munique, nesta terça-feira, abrindo as semifinais da Copa dos Campeões da Europa. A resposta simples: nada.

Diante de um adversário robusto e com apetite absurdo pelos gols, como é este time vermelho alemão, fica muito difícil arrumar uma estratégia para devolver a goleada semana que vem no Camp Nou. Para sair dessa encrenca, o Barça tem de repetir os 4 a 0 da surra que levou e decidir a sorte nos pênaltis ou vencer por cinco gols de diferença. Convenhamos, é quase impossível.

Aos barcelonistas resta um fiapo de esperança que responde pelo nome de Lionel Messi. Na casa do Bayern, o melhor jogador do mundo se arrastou. Contido com os músculos rígidos, efeito de uma lesão que sofreu há 15 dias, o argentino não conseguiu assustar a imensidão vermelha na Allianz Arena em Munique.

Como o jogo da volta acontece só na próxima semana, Messi tem aí alguns dias para soltar a musculatura, reprogramar o cérebro na tentativa de aniquilar os alemães. Não vai ser uma tarefa fácil. Messi tem de jogar com o espírito livre e ainda contar com a colaboração dos geninhos Xavi e Iniesta.

Time, o Barça tem. O problema é que do outro lado o Bayer chegou para assumir as rédeas do futebol europeu e espalhar seus tentáculos para todo o mundo. Quer ser tão imponente como tem sido até aqui o Barcelona. Conta com uma estrutura invejável, um equilíbrio financeiro sem retoques e cabeças arejadas na administração – a maioria formada por grandes ex-jogadores do clube.

E, para não deixar dúvidas do tamanho de sua ambição, vai iniciar a próxima temporada com Pep Guardiola no comando do time. Por que Guardiola? “Porque queremos ser felizes como o Barcelona tem sido. Queremos aprimorar nosso jogo e encantar nossa torcida”, responde Paul Britner, craque dos anos 70 do Bayern e um dos assessores da diretoria do clube.

Olhando de longe a impressão que fica é que o time alemão luta para ser tão ou mais eficiente que o rival espanhol tem sido nos últimos anos. Um primeiro passo, diria gigante, os alemães deram ontem na Allianz Arena.

Do lado do Barça se pode esperar algumas reclamões de irregularidades em três gols que levaram – no primeiro, uma eventual falta de Dante em Daniel Alves; no segundo, o impedimento de Tomas Müller; no terceiro, uma falta em Alba, que o impediu de medir forças com Robben, autor do gol.

Reclamações legítimas, mas que não têm força para reconstituir o time espanhol do massacre desta quarta-feira. Difícil moldar o corpo quando se é pulverizado. Antes do ponto final, sempre é bom lembrar. O Barça está espatifado, mas só ele tem Lionel Messi.

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