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Brasileirão 2015 está manchado, insistem rivais do Corinthians

Erros de arbitragem se repetem na 25ª rodada e os prejudicados falam em complô a favor do time paulista

Luiz Prosperi

13 de setembro de 2015 | 21h56

Dirigentes do Grêmio reclamaram da arbitragem no jogo contra o São Paulo. Mano Menezes, técnico do Cruzeiro, também colocou a boca no mundo contra o juiz do clássico contra o Atlético-MG. E o pessoal do Atlético também torceu o nariz com o pênalti duvidoso em William. No final das contas, as reclamações concluíram que o Corinthians continua se beneficiando dos erros dos árbitros.

Da CBF não se ouve pio. Apenas artigos do presidente Marco Polo Del Nero conclamando que errar é humano e iniciativas rocambolescas de propor à Fifa o tal “árbitro de vídeo”. Providência maior que seria entregar a Comissão de Arbitragem a um órgão fora da CBF ou pelo menos trocar o chefe dos juízes, como quer a maioria dos clubes, nem passa pela cabeça de Del Nero.

Pior para os clubes. Em vez de se unirem em busca de uma solução, se acusam um ao outro. Insistem em dizer que o Brasileirão 2015 está manchado. Não apontam o responsável pelo tamanho da mancha e muito menos batem à porta de Del Nero. Aliás, em todas as vezes que foram recebidos pelo presidente da CBF, saem de lá cabisbaixos, sem a arrogância como costumam criticar os homens do apito.

O Corinthians não tem nada com isso. Continua jogando seu futebol pragmático, acumulando vitórias e pontos preciosos rumo ao título. Não consta que dirigentes do clube tenham aliciado os árbitros, muito menos convencido a CBF de que tem de ser beneficiado pelos erros dos juízes. Não se pode negar que muitos dos pontos somados pelo time vieram das lambanças dos apitadores.

Mas, como no futebol sempre há suspeitas de conspiração, nenhuma vitória é limpa, nenhuma conquista é merecida. Há sempre uma explicação extracampo para fracassos e derrotas, nunca por mérito do vencedor. Cartolas, que deveriam ser os primeiros a encampar a lisura dos campeonatos, não conseguem lavar as mãos.

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